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Pergunte ao Endocrinologista – A Gordura no Fígado Só Acomete Pessoas Acima do Peso?

Engana-se quem pensa que apenas pessoas acima do peso podem ter excesso de gordura no fígado. Fatores genéticos também podem levar ao surgimento do quadro de esteatose hepática.

Assista abaixo ao vídeo da participação da Dra. Ana Priscila no programa Você Bonita, com apresentação de Carol Minhoto (27/09/2017). Neste programa a Dra. Ana Priscila explicou o papel do fígado no corpo humano e esclareceu que a gordura no fígado, ou esteatose hepática, não acomete apenas pessoas que apresentam um quadro de obesidade.

Carol Minhoto:  Hoje vamos falar de um assunto importantíssimo e que tem aí atrapalhando a qualidade de vida de muita gente e que pode causar muitos problemas se não cuidarmos. Estamos falando de gordura no fígado. E, para falar sobre isto convidamos a Dra. Ana Priscila Soggia, médica endocrinologista e proprietária da AKTA Liv Clínica de Endocrinologia na Vila Mariana, em São Paulo.

Eu queria te perguntar se a gordura no fígado é um problema que vai acometer só as pessoas que estão acima do peso ou não. Porque parece que tem muita gente com este problema e que não estão acima do peso.

Dra. Ana Priscila: Isso é muito frequente no consultório. Existem muitos pacientes que estão com excesso de peso e que, não necessariamente, tem acúmulo de gordura no fígado. E, por outro lado, tem outros pacientes que tem cinco ou seis quilos a mais, às vezes só uma gordurinha abdominal e que, na hora que a gente faz um ultrassom, encontramos alterações graves.

O fígado é a maior glândula do nosso corpo e está localizada na região superior direita do nosso abdômen. Ele é um órgão vermelho amarronzado, tem textura lisinha e é responsável por mais de 500 funções no nosso corpo. Quando existe um acúmulo progressivo da gordura no fígado (também conhecida como esteatose hepática), seja relacionada à diabetes, obesidade ou uma predisposição genética, esta esteatose pode evoluir para cirrose e até câncer de fígado. O câncer de fígado é uma doença bem grave e é importante de ser prevenida.

E falando um pouquinho sobre isto, com o aumento dos casos de obesidade, cada vez mais a gente tem um aumento da incidência da esteatose hepática. Hoje a gente estima que mais ou menos 30 por cento da população vai ter essa gordura, essa esteatose hepática. E entre 25 e 30 por cento vai evoluir para essas formas mais graves de cirrose e até um possível câncer de fígado. 

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Carol Minhoto: Como a gordura vai parar no fígado? Que gordura é esta?

Dra. Ana Priscila: O acúmulo de gordura no fígado vai depender muito da predisposição genética de cada pessoa. Cada pessoa tem uma composição corporal e é muito comum as pessoas que emagrecem bem mas continuam com um acúmulo de gordura no bumbum que elas não perdem mesmo que façam caminhada ou corrida. Então existem pessoas que têm uma predisposição genética a acumular gordura abdominal.

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É importante observar que existe uma gordura abdominal que é subcutâneo, ou seja, ela está na “parte mais de fora”. E existe uma gordura visceral, que está localizada na “parte mais interna”. Qual é a gordura mais perigosa e que vai se acumular no fígado, aumentar o risco de diabetes, aumentar a pressão e o colesterol?

A gordura perigosa e que pode causar todos estes problemas é a gordura visceral. O que determina se a gordura vai ser acumulada no bumbum ou, na camada mais interna ou mais externa do abdômen é a genética. Por isto que existem pacientes obesos e que têm só um pouquinho de gordura no fígado, enquanto outros que são magros e tem gordura no fígado.

Carol Minhoto: Agora, a esteatose hepática num paciente acima do peso ou até magro pode ser perigoso. Então quais são os sintomas que o paciente precisa conhecer? Como ele vai suspeitar que tem gordura no fígado?

Dra. Ana Priscila:  A primeira coisa que a gente sempre vai avaliar são os pacientes de risco. Uma pessoa que acumula gordura na região abdominal deve consultar o seu médico e fazer um exame de ultrassom para avaliar se tem gordura no fígado.  O paciente diabético, ou hipertenso, ou que tem colesterol alto também precisa avaliar. O paciente que tem o IMC acima de 30 também tem mais risco de acumular gordura no fígado. Portanto nestes casos é melhor fazer um ultrassom. Trinta porcento da população tem esteatose, ou seja, a chance de encontrar essa alteração num exame de imagem é grande. Então simplificando – pacientes nos grupos de risco, acima do peso ou com acúmulo de gordura abdominal devem fazer um exame de imagem para identificar se há esteatose.

Carol Minhoto: Este paciente tem dor? Ele pode ter alguma crise?

Dra. Ana Priscila: É muito importante frisar que a esteatose é assintomática. É uma doença silenciosa. A esteatose por muito tempo foi vista como apenas “uma gordurinha no fígado”. Então o cardiologista costumava dizer que o paciente tem uma gordura no fígado e que tem que perder peso. Mas isto fez com que médicos e pacientes não dessem a devida atenção que hoje nós sabemos que temos que dar para a esteatose.

Caso a esteatose não seja diagnosticada e tratada, o processo inflamatório vai acontecendo e o paciente só vai ter algum sintoma quando já está em estado terminal e irreversível.

Carol Minhoto: Eu estou aqui pensando que a alimentação também deve estar ligada ao quadro de esteatose. Quando a gente está falando de esteatose, ela está ligada a um consumo excessivo de gorduras saturadas, ou seja, de gordura animal, ou de um consumo excessivo até de carboidratos que a gente sabe também pode engordar o indivíduo?

Dra. Ana Priscila: É muito importante a gente informar a quem está assistindo que a recomendação é que se faça uma dieta balanceada, que tenha uma quantidade adequada de carboidrato para gerar energia, que tenha fibras, e que tenha a quantidade adequada de proteína. E a gente deve evitar o consumo de gorduras saturadas com toda certeza.  O excesso de gordura, seja ela gordura saturada ou outros tipos de gordura, será acumulado no fígado se a pessoa tiver esta predisposição genética.

Quanto ao carboidrato, existe um estudo muito interessante feito em ratos e que mostrou que as cobaias ganharam 8% de gordura em relação ao peso dele. Só que da gordura total que as cobaias ganharam, 30% foi a gordura do fígado. É importante comer carboidrato, mas o consumo excessivo e o ganho de peso por causa desse consumo excessivo pode sim ser depositado no fígado.

Carol Minhoto: Então fica o alerta de que o excesso de carboidrato que leva ao aumento de peso também pode levar ao aumento de gordura no fígado.

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Dra. Ana Priscila: Vamos observar que na primeira imagem desta foto a gente tem um fígado saudável. A primeira coisa que acontece se chama esteatose, que é quando eu começo a acumular gordura no fígado e de vermelho ele começa a ficar amarelinho. Esta gordura é tóxica para o fígado e ao acumular, ela começa a fazer um processo inflamatório chamado de esteato-hepatite. Com a esteato-hepatite o fígado começa a ter uma lesão inflamatória com a destruição das células hepáticas e a fazer cicatrizes. Com a progressão dessa cicatrização contínua e crônica ao longo dos anos, o paciente vai evoluir para um quadro de cirrose.

Esses quadros iniciais são totalmente reversíveis e, por isto, a importância de fazer um diagnóstico precoce. É claro que a gente deve sempre buscar uma boa qualidade de vida e bem estar, mas neste caso o tratamento é obrigatório porque quando a esteatose evolui para a cirrose, o tratamento é um transplante, que não é uma coisa simples. A gente não consegue viver nessa condição, ela é incompatível com a vida.

A principal causa de transplante de fígado hoje em dia não é mais o vírus da hepatite e não é o alcoolismo, mas a gordura no fígado

Para assistir ao vídeo na íntegra clique aqui!

De acordo com o Ministério da Saúde:  

“A esteatose hepática, popularmente conhecida como “Gordura no Fígado”, é um problema de saúde que acontece quando as células do fígado são infiltradas por células de gordura. É normal haver presença de gordura no fígado, no entanto quando este índice chega a 5% ou mais o quadro deve ser tratado o mais brevemente possível.

Se não tratada corretamente, a Estatose hepática pode provocar, a médio e longo prazo, uma inflamação capaz de evoluir para quadros mais graves de hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer no fígado. Nesses casos, o fígado não só aumenta de tamanho, como também adquire um aspecto amarelado. O transplante, muitas vezes, pode ser a única indicação para situações mais críticas.

O quadro é reversível com mudanças de estilo e hábitos de vida, que devem ser mais saudáveis e com as devidas orientações médicas. Cuide de sua saúde, a Esteatose Hepática é um problema sério que pode levar à morte.”

Caso você tenha algum fator de risco, acúmulo de gordura abdominal ou histórico familiar de esteatose hepática, entre em contato conosco! A AKTA Liv é uma clínica de endocrinologia integrada localizada na Vila Mariana, em São Paulo. Além dos atendimentos presenciais na clínica trabalhamos também com telemedicina.

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Na Clínica AKTA Liv trabalhamos primariamente com pacientes que apresentam transtornos alimentares, obesos, com sobrepeso e com morbidades relacionadas ao excesso de gordura. Todos os tratamentos oferecidos na Clínica AKTA Liv focam na perda e manutenção de peso a partir da adoção de hábitos de vida saudáveis, melhora da autoestima e, consequentemente, saúde e bem estar.

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