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Terapia de Reposição Hormonal

Envelhecimento e os Hormônios – O que Muda com a Idade?

Com os avanços significativos na saúde e no bem-estar da população ao longo das últimas décadas, a expectativa de vida também sofreu um aumento considerável, assim como as doenças associadas ao envelhecimento.  Neste processo, o sistema endócrino sofre diversas alterações consideradas normais nesta fase da vida.

O sistema endócrino é formado por um grupo de glândulas e órgãos que regulam e controlam várias funções do corpo, produzindo e secretando hormônios. Os hormônios são substâncias químicas que afetam a atividade de outras partes do corpo e servem, em essência, como mensageiros, controlando e coordenando diversas atividades em todo o corpo.

Os níveis da maioria dos hormônios diminuem com o envelhecimento, mas alguns hormônios permanecem em níveis típicos dos adultos jovens e alguns podem inclusive aumentar. É importante notar que mesmo quando os níveis hormonais não diminuem, a função endócrina geralmente diminui com a idade, porque os receptores hormonais se tornam menos sensíveis. Por exemplo, um tecido endócrino pode produzir menos de seu hormônio do que em uma idade mais jovem, ou pode produzir a mesma quantidade em uma taxa mais lenta.

Alguns dos hormônios que diminuem com o envelhecimento incluem:

  • Estrogênio (em mulheres)
  • Testosterona (em homens)
  • Hormônio do crescimento
  • DHEA
  • Melatonina

Nas mulheres, o declínio nos níveis de estrogênio leva à menopausa. Nos homens, os níveis de testosterona geralmente diminuem gradualmente. Níveis reduzidos de hormônio do crescimento podem levar à diminuição da massa e força muscular. Os níveis reduzidos de melatonina podem desempenhar um papel importante na alteração do ciclo circadiano na velhice.

Hormônios que geralmente permanecem inalterados ou apenas diminuem ligeiramente com o envelhecimento incluem:

  • Cortisol
  • Insulina
  • Hormônios da tireoide

Hormônios que podem aumentar com o envelhecimento incluem:

  • Hormônio folículo-estimulante (FSH)
  • Hormônio luteinizante
  • Norepinefrina
  • Epinefrina
  • Hormônio da paratireoide
envelhecer com saude

Embora possa parecer que a terapia de reposição hormonal seja benéfica para repor hormônios importantes em pessoas idosas com função diminuída, este tipo de terapia geralmente não se mostrou eficaz em reverter o processo de envelhecimento ou prolongar a vida. Em alguns casos a terapia de reposição pode chegar a ser prejudicial, como a reposição de estrogênio em algumas mulheres mais velhas.

Portanto, quando se fala em envelhecimento saudável e o papel desempenhado pelos hormônios nesse processo é importante considerar diversos fatores, como:

  • Quando e como saber se esta redução nos níveis destes hormônios é normal para a idade, fazendo parte do processo natural de envelhecimento; ou
  • Se o paciente em questão pode se beneficiar da terapia de reposição hormonal.

Vamos nos aprofundar um pouco mais nos hormônios que diminuem com o envelhecimento

Como vimos acima os principais hormônios que diminuem com o envelhecimento são os hormônios produzidos pelas glândulas sexuais (estrogênio e testosterona), pela hipófise (crescimento), e pela pineal (melatonina).

A diminuição da produção hormonal com o envelhecimento está diretamente relacionada com problemas comuns como diminuição na produção de proteínas, da massa muscular, com a osteoporose, com a perda de libido e também com o aumento do acumulo de gordura no abdômen.

A reposição hormonal é feita em situações de deficiência hormonal quando há indicação e, muito importante, não há contraindicação.

envelhecer com saude fazendo atividade fisica

E como é feita a reposição hormonal nos casos em que há indicação?

Na menopausa (ou climatério), a pode ser eficiente no tratamento de sintomas que incomodam a mulher (calor, baixa libido, secura vaginal, etc.) e na profilaxia da osteoporose. A decisão por esta terapia deve ser muito bem avaliada já que está associada a um risco de induzir cânceres como o de mama e de útero.

Na andropausa, pode-se fazer a opção pela reposição de testosterona no homem nos casos onde há diminuição do hormônio, aumento de peso e fadiga. Entretanto, a reposição de testosterona não é recomendada quando o nível deste hormônio no sangue estiver normal, já que está associada ao câncer de próstata.

A DHEA (dehidroepiandrosterona) é responsável por uma melhora na disposição física, apresenta potencial de diminuição das dores articulares e impede a diminuição da massa muscular. Pode ainda melhorar a resistência do organismo contra infecções. Por ser uma substância que pode produzir lesões hepáticas e potencializar o desenvolvimento de câncer de próstata, deve ser utilizada após avaliação médica rigorosa.

“Evidências epidemiológicas em seres humanos e estudos em animais sugerem que a DHEAS (sulfato de deidroepiandrosterona) pode ter efeitos cardioprotetor, antiobesidade, antidiabético, e propriedades de reforço imunológico” afirma o Dr. von Mühlen da University of Califórnia em San Diego, autor principal de um trabalho onde foi administrada DHEA por via oral durante um ano a 110 homens e 115 mulheres, com idades entre 55-85 anos, que eram saudáveis e não usuários terapia hormonal.

A Melatonina (hormônio do sono) é um hormônio produzido na glândula pineal, localizada no cérebro, e que age no próprio cérebro, sendo responsável pelo controle dos ciclos de sono e vigília.  Ficou demonstrado que uma pessoa de 70 anos apresenta níveis noturnos de melatonina cerca de 75% mais baixos em comparação com os níveis durante a juventude. Esta queda costuma ocorrer pela calcificação progressiva da glândula pineal, que vai tornando-se cada vez menos capaz de secretar o hormônio.

O hormônio do crescimento (GH) é responsável por estimular o crescimento durante a infância e contribui com a manutenção dos tecidos ao longo da vida. A reposição do hormônio do crescimento pode levar ao aumento do cálcio no organismo combatendo a osteoporose, proporcionar o aumento de massa muscular e a diminuição no acúmulo de gorduras. Pode levar à indução da diabetes mellitus, favorecer o aparecimento da síndrome do túnel do carpo e induzir ao câncer.

É fundamental ressaltar que não se deve fazer uso hormônios sem o acompanhamento e a prescrição médica, uma vez que os hormônios podem afetar diversos órgãos e deve ser feita uma avaliação criteriosa quanto às indicações e contraindicações da terapia de reposição hormonal.

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