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Diabetes: Prevenção e Cuidados (Entrevista Para o Programa Você Bonita)

Transcrição parcial da participação da Dra. Ana Priscila Soggia no programa Você Bonita da TV Gazete em 13;11;2015 para discutir o tema diabetes. Apresentadora Carol Minhoto.
Para acompanhar o programa na íntegra e saber mais sobre o diabetes, suas causas, sintomas e tratamentos, assita ao vídeo no final deste post.

Carol Minhoto – Agora é hora de falar de saúde. Aproveite este momento para tirar todas as dúvidas, envie as perguntas que a gente vai responder ao vivo.  A idéia e, eu acho que, a conscientização é muito séria e muito importante. Não só para as pessoas que já têm o diabetes, mas a gente vai entender que, ao longo da vida, muita gente pode adquirir. Então a gente tem que estar consciente porque a prevenção é sempre o melhor remédio, né? E a gente convidou mais uma vez a endocrinologista Dra. Ana Priscila Soggia. E é importante inclusive citar que amanhã é dia de conscientização do diabetes, ideia que envolve mais de 100 países, não é mesmo?

 

Dra. Ana Priscila – Isso. São mais de 100 países que englobam esta ideia de combater o diabetes, de informar e orientar nesse dia sobre esta doença que é muito frequente, para a gente tentar evitar isso.

 

Carol Minhoto – Eu fui ler alguns dados e só no Brasil, 1 milhão de crianças tem a doença. Como assim?

 

Dra. Ana Priscila – É alarmante. O Brasil é o quarto país em número de diabéticos. Ele só perde para a Índia, para a China e pros Estados Unidos. Então o número de diabéticos é muito grande – a gente tem quase aproximadamente 12 milhões de pacientes com diabetes e esse número só tende a aumentar nos próximos anos, tá Carol.

 

Carol Minhoto – E você, como endócrino, você pode dizer que também tem aumentado muito o número desses pacientes pré diabéticos?

 

Dra. Ana Priscila – Com certeza Carol. Por dois motivos. Um, porque cada vez mais as pessoas procuram por saúde, vão ao médico fazer um checkup e querem ser saudáveis. Isso é muito. Então essa busca ativa do paciente pelo serviço médico, para entender o que está acontecendo com ele, é ótimo. E dois, porque, ao mesmo tempo em que aumenta o número de diagnósticos, a gente também está aumentando realmente a frequência. A gente sabe que o diabetes tipo 2, que é o mais frequente, tem uma relação muito grande com a questão da gordura abdominal. Este problema, que é uma questão de saúde pública, também elevou muito os índices de diabetes.

 

Carol Minhoto – Olha só! Então é como a gente disse, tem que prevenir. A gente vai falar aqui das formas de controle vamos, fazer alguns testes aqui ao vivo. A gente te trouxe o aparelho para fazer o teste em mim inclusive pra vocês verem que não tem problema nenhum e que não dói absolutamente nada. Trouxe insulina para a gente mostrar já que algumas pessoas que receberam o diagnóstico há pouco tempo ficam com uma certa ansiedade. Mas vamos retomar e explicar um pouquinho o que é a doença. A gente trouxe um vídeo pra ajudar a explicar.

Dra. Ana Priscila – O que a gente sabe é que o diabetes ocorre quando os níveis de glicose, de açúcar no sangue estão elevados. No vídeo a gente vê que o alimento entra pela boca, vai até o nosso estômago e é quebrado em pequenas partículas que são absorvidas e levadas para o sangue. Então esses pontinhos azuis que a gente está vendo aqui na circulação são a glicose, o carboidrato, o açúcar, que é uma fonte de energia é importantíssima para nosso corpo. A gente precisa dele para fazer as nossas funções vitais. Então a gente vê no vídeo esse açúcar indo para todas as células do corpo, que é o que acontece com o mecanismo normal. Pra que ele possa entrar dentro da célula e ela tenha energia para funcionar, a gente precisa da insulina. O pâncreas produz a insulina, que é levada para a corrente sanguínea e chega nas células. Ela se liga num canalzinho, como se fosse uma chave numa fechadura e ela ativa esse próximo canal que é por onde a glicose vai entrar na célula.

Carol Minhoto – Perfeito. Então ela precisa entrar de qualquer forma.

 

Dra. Ana Priscila – Sim, nós precisamos de glicose, nós precisamos de insulina e a gente precisa que elas estejam em equilíbrio. Eu tenho uma quantidade boa de insulina para colocar essa glicose dentro da célula e que a célula tenha energia pra ficar viva.

 

Carol Minhoto – Então se a gente tiver muita glicose e insulina insuficiente, é exatamente aí que a gente tem o diabetes?

 

Dra. Ana Priscila –  Na verdade a gente tem vários tipos de diabetes. Há mais de 50, 100 tipos, mas a gente classifica mais em tipo 1 e tipo 2. 

Dra. Ana Priscila – O diabetes tipo 1 ocorre quando o paciente não tem mais pâncreas por uma destruição pancreática por causa de uma cirurgia, ou porque houve uma destruição por causa do sistema imune. Eu tenho pacientes que não têm mais pâncreas funcionando, então eles não conseguem produzir insulina. Para estes pacientes é necessário o uso de insulina como forma de tratamento.

No diabetes tipo 2, o paciente tem um pâncreas ótimo mas, por um mecanismo genético, excesso de peso, ou pré disposição, aquela quantidade de insulina não é suficiente pra colocar a glicose dentro da célula. Nestes casos a glicose sangue aumenta e a pessoa se torna diabética.

Carol Minhoto – É possível também que essa pessoa tenha insulina suficiente, glicose ao se alimentar de fonte de carboidratos e açúcares, porém pode ocorrer algum probleminha nessa chavinha que a gente viu no vídeo?

Dra. Ana Priscila – Tem vários pacientes que estão em risco de desenvolver a doença, que é chamado de pré diabetes. A gente também já começou a escutar muitas pessoas falando em resistência à insulina nas mídias socias. Isso significa estes deixaram de ser termos médicos e que muita gente está aprendendo sobre essa doença. Mas o que acontece nestes casos?

Existe a insulina, ela se liga no canal mas, por uma ação de mediadores inflamatórios, ela não consegue dar a ação dela. É como se eu colocar a chave de uma fechadura errado e ela não abre. A partir daí não tem como entrar. Então tem muitas pessoas que têm glicose normal então elas não são diabéticas. Mas essa insulina é muito alta por causa desse mecanismo que não funciona bem. Pode ser por vários motivos, como excesso de peso ou por uma questão genética. Então este paciente está fazendo com que o pâncreas dele esteja trabalhando muito e, chega uma hora que o pâncreas não consegue trabalhar tanto e se desenvolve o quadro de diabetes.

Este tipo de paciente tem uma predisposição à diabetes. E esta fase é muito importante porque ela é reversível. Tem várias fases que são reversíveis, mas esta é a melhor porque a pessoa não se tornou diabética ainda e o pâncreas está funcionando. O que a gente precisa é tirar o que está fazendo a insulina não funcionar tão bem.

Carol Minhoto –  E o que fazer com estes pacientes que estão com foco na prevenção do diabetes?

Dra. Ana Priscila –  A gente está com um foco muito grande na prevenção ao invés do tratamento. Com prevenir o desenvolvimento do diabetes? A gente sabe o diabetes tem causas genéticas, que  a gente não consegue mudar. Mas a gente também sabe que há alguns fatores de risco para a obesidade abdominal, como alguns alimentos e falta de exercício que pioram este quadro de resistência.

Então, levar uma vida mais saudável é fundamental e é simples. Não que seja simples pôr em prática. Mas não custa dinheiro, vai te dar uma qualidade de vida melhor e te fazer mais feliz. Às vezes é difícil a gente começar, dar o primeiro passo, mas ele é muito importante porque previne mesmo o desenvolvimento da doença.

Carol Minhoto –  A gente pode dizer que pra pessoas pré diabéticas a perda de peso e a prática de uma atividade física é essencial?

Dra. Ana Priscila –  Essencial. Tem pessoas que querem perder 20, 30 quilos mas há estudos mostrando que 5-10% de perda de peso já é o suficiente para reverter este quadro de pré diabetes.

Carol Minhoto –  Vamos agora responder as perguntas os telespectadores.

Anny – “Sinto muita fraqueza, tonturas e minha vista fica embaçada, principalmente quando como doce e pão francês! Posso ter diabetes?”

Dra. Ana Priscila –  O problema do diabetes é que ele é realmente silencioso. Então a pessoa pode

ter cinco, dez anos de diabetes e não sentir nada. Só que durante todo esse período a glicose mais alta é tóxica para os vasos, é tóxica para as células e aí podem acontecer as complicações que a gente sabe que estão relacionadas com o diabetes. É importante ela procurar um médico e fazer um exame pra descartar ou confirmar a doença.  

Veja o programa na íntegra e saiba mais sobre o Diabetes, suas causas, sintomas e tratamentos clicando no vídeo abaixo.

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