(11) 91007-4004 contato@aktaliv.com.br Seg - Sab: 06:00 - 20:00
AKTA-Liv-Endocrinologia-Pediatrica-Baixa-Estatura-Blog

Baixa Estatura na Criança – causas, diagnóstico e tratamento

A baixa estatura é uma queixa comum entre crianças e pais, e pode ser considerada normal quando não está associada a algum distúrbio. Porém, se seu filho tem baixa estatura é importante que um endocrinologista pediátrico avalie as possíveis causas.

Uma das causas mais comuns do encaminhamento de crianças ao endocrinologista pediátrico é a baixa estatura. Muitas vezes essa é uma preocupação da própria criança, por não se “encaixar” na altura dos colegas da mesma idade. Isso pode ser motivo de bullying na escola e causar traumas psicossociais para a criança.

Um artigo publicado na revista da Sociedade de Pediatria do Estado de Rio de Janeiro (SOPERJ), explica que ao avaliar a estatura de uma criança, temos que ter mente que o crescimento do ser humano depende de fatores intrínsecos como hereditariedade e o funcionamento do sistema neuroendócrino, e de fatores extrínsecos como ambiente e nutrição.

A Baixa Estatura pode ser um indicativo de doenças sérias, síndromes ou alguma deficiência hormonal ou nutricional, que acabam sendo deixadas de lado por não causarem sintomas mais evidentes. Por isso é importante realizar uma investigação cuidadosa com acompanhamento médico com medições da altura, exames laboratoriais, coleta de histórico familiar e patológico.

Como funciona o processo de crescimento

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o crescimento é um processo complexo, pois envolvem diversos fatores. Para que uma criança consiga atingir todo seu potencial de estatura, fatores como nutrição adequada, qualidade do sono, doenças crônicas, prática de determinados esportes, sistema endócrino e até a saúde mental são levados em conta.

O processo de crescimento é mais veloz durante os primeiros dois anos de vida e fatores nutricionais são muito importantes nesta fase. A partir do segundo ano, o crescimento diminui a velocidade e se torna mais progressivo, até a chegada da puberdade (8 a 13 anos de idade), com o que comumente chamamos de “estirão”. Com o início da adolescência, o processo de crescimento retorna a sua velocidade normal e a altura total é adquirida por volta dos 18 anos para os meninos e 16 – 18 para as meninas.

Desde a vida uterina, a estatura da criança deve ser monitorada, e depois do nascimento, durante as consultas pediátricas, a medição da altura deve ser registrada para obter um panorama mais preciso do processo de crescimento. Com esses registros, é possível avaliar se há um padrão na curva de crescimento, comparado com as outras crianças do mesmo sexo e idade e se é compatível com o padrão de estatura familiar.

Segundo a Sociedade Brasileira Pediátrica, a média de crescimento de acordo com a idade da criança é:

Nascimento – 1 ano de idade: 25 centímetros por ano;

1 a 3 anos de idade: 12,5 centímetros por ano;

3 até a puberdade: 5 a 7 centímetros por ano (meninas: 8 a 10 centímetros ao ano; meninos: 10 a 12 centímetros ao ano).

AKTA-Liv-Endocrinologia-Pediatrica-Baixa-Estatura-criança-medindo-estatura

Classificações para a Baixa Estatura

Na classificação da Baixa Estatura (BE) podemos dividi-la, sob o ponto de vista didático, em Patológica, Idiopática e Desvios da normalidade.

Baixa Estatura Patológica

Esta classificação de BE pode ser subdividida em dois subgrupos denominados: Proporcional e Desproporcional. Vamos a eles:

  • Baixa Estatura Patológica Desproporcional: Inclui doenças como raquitismo e as displasias ósseas, valorizando a importância da avaliação das proporções corporais.
  • Baixa Estatura Patológica Proporcional: Esta também se subdivide em Origem Pré-Natal e de Origem Pós-Natal:

Origem Pré-Natal: Inclui algumas síndromes como Turner, Down, Russel-Silver, Nooman e entre outras. Também pode estar associada ao Retardo de Crescimento Intrauterino (RCIU), por isso a importância dos exames pré-natal, pois podem ser diagnosticados previamente.

Origem Pós-Natal: Esta pode estar associada a várias patologias dos sistemas do organismo humano, como cardiovascular, endócrino, gastrointestinal, renal e etc. Esta origem de Baixa Estatura também inclui deficiência nutricional e desequilíbrio psicossocial.

Baixa Estatura Idiopática (BEI)

Esta classificação de BE é chamada de diagnóstico de exclusão, pois são feitos exames que descartam todas essas síndromes, patologias e deficiências nutricionais, e que não evidencia nenhuma outra condição que esteja causando tal problema.

Geralmente a criança com a Baixa Estatura Idiopática se encontra com a velocidade de crescimento e idade óssea normal. Alguns estudos já relacionam esta classificação de BE com fatores epigenéticos e desordens parciais do hormônio de crescimento (GH).

Baixa Estatura por desvio da normalidade

Esta classificação de Baixa Estatura representa 90% das queixas em consultórios de endocrinologia pediátrica. Está associada a duas origens: a baixa estatura familiar (BEF), onde a baixa estatura condiz com a genética da criança; e o retardo constitucional do crescimento e puberdade (RCCP), no qual a baixa estatura não condiz com o padrão genético familiar e a idade óssea dela está atrasada, porém, o prognóstico final da altura é adequado e compatível com a estatura padrão familiar.

Diagnóstico de Baixa Estatura

Se seu filho demora a perder as roupas e sapatos, ou você nota uma grande diferencia entre a altura do seu filho e as crianças de mesma idade no seu convívio, é recomendado levar essa queixa ao endocrinologista pediátrico, que é o médico capaz de fazer este diagnóstico com segurança.

AKTA-Liv-Endocrinologia-Pediatrica-Baixa-Estatura-crianças-da-mesma-idade

Tratamento para a Baixa Estatura

A via de tratamento para a BE vai depender do diagnóstico. A reposição do hormônio do crescimento (GH) em cada uma destas situações apresenta resultados diferentes.

Na deficiência de GH o ganho estatural é bastante significativo podendo chegar a sua estatura genética. Na síndrome de Turner, dependendo da precocidade do diagnóstico, é possível haver um ganho aproximado de seis centímetros. Quanto a reposição de GH no casos de RCIU e BEI, o ganho estatural também vai depender da precocidade em que for feita o diagnóstico, podendo chegar a uma melhora no emocional da criança.

 

Se o seu filho aparenta ser muito mais baixo do que os amigos da mesma idade agende já uma consulta com a Dra. Gabriela Klink, endocrinologista pediátrica do Centro Terapêutico AKTA Liv.

Gabriela Klink

Endocrinologista Pediátrica

Outros posts de interesse:

– Médico Endocrinologista – O Que Este Profissional Pode Fazer Pela Sua Saúde?

– Obesidade Na Infância E Na Adolescência

***

No Centro Terapêutico AKTA Liv trabalhamos com pacientes que apresentam problemas hormonais, transtornos alimentares, obesos, com sobrepeso e com morbidades relacionadas ao excesso de gordura. Todos os nossos tratamentos focam na perda e manutenção de peso a partir da adoção de hábitos de vida saudáveis, melhora da autoestima e, consequentemente, saúde e bem estar.

Para alcançar estes resultados contamos com uma equipe multidisciplinar de profissionais em diversas áreas como endocrinologistas, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeuta, já que entendemos que cada paciente é único e requerem uma proposta personalizada de tratamento.

Conheça o Centro Terapêutico AKTA Liv:

Blog

Consulta

Siga-nos nas redes sociais:

Instagram

Facebook

× WhatsApp