crianca doente brinquedo terapeutico

Como ajudar meu filho hospitalizado?

Invariavelmente as crianças adoecem em algum momento de seu desenvolvimento. Alguns em tenra idade e outros maiores, mas neste momento é importante que os familiares procurem entender o que se passa na cabeça da criança e as alterações de comportamento gerado pelo estresse do adoecer e suas complicações.
A criança frente a um diagnóstico pode apresentar quatro comportamentos caracterizados por fases, como a fase do protesto, fase do desespero e por último a fase de desligamento. Durante a fase de protesto, as crianças reagem geralmente de maneira agressiva, choram, recusam a atenção de qualquer pessoa diferente e ficam inconsoláveis em suas culpas. Na fase do desespero, o choro pára e a depressão fica evidente. A criança torna-se muito menos ativa, mostra-se desinteressada por jogos e brincadeiras ou por alimentos e isola-se dos outros. Já na fase do desligamento, algumas vezes chamado de negação, superficialmente, parece que a criança finalmente ajustou-se à perda do estado anterior. A criança torna-se mais interessada nas visitas, brinca e até forma novos relacionamentos, porém superficiais. Entretanto, este comportamento é o resultado da resignação e não um sinal de contentamento.
A doença, como toda situação de crise, altera a vida da criança e de sua família. A hospitalização é um fator agravante, que pode constituir uma experiência bastante difícil para o pequeno paciente. Esta vivência pode levar a um amadurecimento e maior desenvolvimento psíquico ou resultar em prejuízo ao desenvolvimento físico e mental. Devemos adotar a proposta de assistência integral, pois a experiência é estressante e pode ser amenizada pelo fornecimento de certas condições, como presença de familiares, contato com outras crianças, disponibilidade afetiva dos trabalhadores de saúde, informação, atividades recreativas, entre outras.
Engajar-se nestas atividades coloca as crianças em ação, retira-as por um período da função passiva dos receptores de um fluxo constante de procedimentos realizados em seu corpo. Em um ambiente hospitalar ou de adoecimento mesmo em casa, a maioria das decisões são tomadas para a criança: as brincadeiras e outras atividades expressivas oferecem a ela oportunidades necessárias para fazer escolhas. Mesmo quando a criança escolhe não participar de uma determinada atividade, foi-lhe oferecida uma escolha, talvez uma dentre muito poucas escolhas reais que ela precisou fazer naquele dia.
A utilização do brinquedo para as crianças hospitalizadas como uma forma terapêutica, com a denominação de brinquedo terapêutico, significa uma sessão de preparo da criança para o que lhe irá acontecer (cirurgia, e procedimentos técnicos, como punção venosa, curativos, inalação etc.) mediante a utilização de uma brincadeira que imita situações hospitalares.
A criança deve ser preparada por um profissional em que ela confie, podendo ser também um preparo individual ou em grupo.
O preparo da criança antes de ser submetida ao procedimento doloroso possibilita que ela mobilize suas forças interiores para enfrentar a situação estressante e aumente a tolerância ao desconforto. Mesmo preparada, a criança posw não mudar imediatamente de comportamento, podendo manifestar reações de choro, recusas verbais ou motoras. É muito importante a participação dos pais antes, durante e após o procedimento, pois eles são a fonte de segurança para o filho.

O acompanhamento de uma psicóloga especializada em pediatria pode fazer toda a diferença nesse momento.

 

Karen Maciel Tomac

Psicóloga especialista em atendimento Infantil e integrante da equipe do Centro Terapêutico Akta Liv

Neuropsicóloga – aplicação de testes neuropsicológicos

CRP: 06/48802

 

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Avaliação do Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade

Se os pais estiverem preocupados com a possibilidade de um diagnóstico de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDA/H), devem discutir primeiro com o professor da criança para saber se o comportamento dela está diferente do que o esperado para a faixa etária e prejudicando o seu desempenho.

Não existe nenhum teste para avaliar e diagnosticar o TDA/H que seja simples. Falaremos então dos métodos de avaliação diagnóstica baseados em pesquisas e experiências clínicas que são os questionários formais, testes objetivos e detalhados das funções cognitivas, observação cuidadosa da história do paciente, além dos questionários enviados para os professores que podem auxiliar na compreensão do quadro clínico em outros ambientes frequentados pela criança.  A criança deve ser avaliada por um Neuropediatra e realizar o exame chamado de Avaliação Neuropsicológica, que é feito em média de 8 a 10 sessões, com atendimento semanal de 70 minutos. Duas sessões são para atender os pais, em que na primeira será feita a Anamnese (entrevista) e a última a Devolutiva e o Relatório final da avaliação.

Seguem alguns pontos a serem vistos:

Observar sinais de alerta porque a criança apresentará dificuldade significativa na escola e problemas inesperados de comportamento.

Artigos Acadêmicos afirmam que o TDA/H é facilmente confundido com vários outros comportamentos semelhantes. Devemos então, excluir as semelhanças que melhor respondam a outros transtornos como ao pré-escolar ativo e normal, algumas crianças normalmente ativas são chamadas de hiperativas. Para diagnosticar um TDA/H, essas crianças devem apresentar comportamento inapropriado até mesmo quando comparadas a crianças normalmente ativas.

Deficiência Intelectual: os pais geralmente confundem a deficiência com o TDA/H. Uma criança de 5 anos estiver com o desenvolvimento de uma de 2 anos e meio, é de se esperar que o comportamento seja ativo, desatento e automático, mas isso não significa que ela tem TDA/H. Por outro lado, as crianças com atraso no desenvolvimento também podem sofrer do TDA/H.

Deficiência auditiva: crianças desatentas não ouvem e devem ser encaminhadas para realizar teste de audição.

Dificuldade de aprendizado específica: se a criança tiver dislexia, ela fica frustrada por não conseguir e perde a concentração quando a tarefa torna-se difícil. A desatenção só acontece nessas crianças quando elas têm dificuldades com a leitura, matemática, linguagem ou o que quer que lhe cause estresse. Nos portadores de TDA/H, os comportamentos difíceis e problemas de persistência estão presentes na maioria das vezes.

No entanto, é comum encontrarmos comorbidades nestas crianças que apresentam dificuldades específicas de aprendizado e TDA/H.

A Associação Americana de Psiquiatria publicou diretrizes sobre o diagnóstico do TDA/H e os critérios diagnósticos.

Para a criança ser portadora ela precisa demonstrar pelo menos seis dos nove possíveis comportamentos. A criança com quatro ou cinco comportamentos difíceis pode não se encaixar no critério geral, mas pode ainda sofrer de um estresse enorme. Por esse motivo, foi desenvolvida uma lista de critérios para ajudar os médicos, além de questionários para pais e professores e os testes e perfis aplicados pelos psicólogos.

Nas crianças portadoras de TDA-H encontraremos frequentemente sinais reveladores como:

  1. São conhecidas como crianças-furação do momento em que saem da cama. São insaciáveis, nunca param e geram grande tensão. Seu comportamento em grupo é geralmente embaraçoso e, quando brincam com outras crianças, são autoritárias e dominantes.

2. Sua impulsividade as torna mais vulneráveis a acidentes físicos. E às vezes, nas crianças mais velhas, encontraremos uma inquietação: remexem-se na cadeira e perdem-se no meio de uma frase: seus olhos e pensamentos não estão ali. Essas crianças são desorganizadas, esquecidas e desviam-se facilmente das obrigações.

Lembrando que, para se diagnosticar como TDA/H, é preciso que a vida da criança tenha apresentado prejuízos e causado transtorno significativo. Atualmente algumas crianças com desatenção e problemas sutis de aprendizado específico têm confundido os profissionais, o que torna mais difícil um diagnóstico e, por consequência, o tratamento e manejo das dificuldades.

Sugiro aos pais que, antes de cobrarem os filhos, observem a natureza das dificuldades apresentadas, conversem na escola e com profissionais especializados em avaliação neuropsicológica e procurem não tratar a situação de maneira simples: trata-se de uma alteração ou disfunção das áreas cerebrais.

 

Karen Maciel Tomac

Psicóloga especialista em atendimento Infantil e integrante da equipe do Centro Terapêutico Akta Liv

Neuropsicóloga – aplicação de testes neuropsicológicos

CRP: 06/48802

 

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Os tipos de fome

Você sabia que não existe apenas um tipo de fome? Sim, é verdade, neste post nós vamos conversar sobre os três tipos de fome que existem.

A fome FÍSICA é aquela que faz o nosso estômago roncar, pode ser chamada também de fome orgânica porque é quando o nosso corpo está realmente precisando de algum alimento para se nutrir.

A fome EMOCIONAL é aquela vontade de comer que nos acomete quando estamos sentindo uma emoção. Por exemplo, quando comemos quando estamos tristes, ansiosos, nervosos, ou até mesmo felizes. Esse tipo de fome acontece quando a forma que nós encontramos para lidar com as emoções é através da comida.

Existe ainda um outro tipo de fome, a SOCIAL. Esta se manifesta na vontade de comer quando estamos diante de uma comida que nos parece atraente, em algum evento social (festa, almoço de família, encontro de amigos, happy hour, etc). Muitas vezes, nestes momentos não estamos sentindo a fome física, mas o alimento nos parece muito saboroso e por isso comemos.

Por que é importante reconhecermos os nossos tipos de fome?

Porque é uma maneira de construirmos uma relação mais saudável com a nossa alimentação. Se estamos sentindo a fome emocional, nós devemos aprender a lidar com as nossas emoções e não “descontar” sempre na comida. Se percebemos que estamos sentindo uma fome social, podemos aprender a decidir e controlar um pouco mais o que vamos comer nos eventos sociais.

Aprender a reconhecer os nossos tipos de fome significa aprender a distinguir FOME de VONTADE DE COMER. Quando fazemos isso, temos mais controle da quantidade e da qualidade da comida que ingerimos e estabelecemos uma relação mais saudável com o nosso corpo.

 

Dra Fernanda Cernea

Psicóloga e especialista em Terapia Cognitivo Comportamental

CRP 121.534

 

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Pensamentos Sabotadores

Pensamentos Funcionais

Como Posso Pensar Magro?

Emagreça sua cabeça e consequentemente seu corpo. Sabemos que o pensamento, os desejos e sentimentos influenciam em nossas escolhas. Portanto, o primeiro ponto é encarar o tratamento como um novo estilo de vida, e não apenas uma dieta que tem data para terminar, perceber que os padrões antigos do pensar, impedem qualquer mudança, é preciso quebrar estes padrões que sempre o leva para os mesmos resultados.

Procure pensar nos alimentos, com prazer e não proibição, e aprender a ver os alimentos sem os eleger como indispensáveis. Em vez de dizer que não fica sem chocolate ou preferir o chocolate a uma fruta, pense o quão nutritivo e saudável é aquele alimento que você deseja no momento.

Saboreie os alimentos, gaste tempo em reconhecer os temperos que foram usados, verifique se a temperatura está do seu agrado, e finalmente, dê tempo para o cérebro avisá-lo que está satisfeito.

Lembre-se que mudança exige decisão, novas atitudes e persistência. Ouço em minha experiência clinica pacientes dizerem que nunca imaginariam um dia gostar de verduras, arroz integral ou suco natural e sobre como passaram a gostar depois que tomaram a decisão de mudar o estilo de vida. Você pode descobrir que é possível saborear alimentos que antes pareciam sem gosto e que os alimentos que antes estavam no topo da lista dos indispensáveis, como os doces ou bebidas, podem entrar para o hall dos alimentos que continuam a ser prazerosos, mas agora com uma medida menor e menos prejudicial.

Perceba que a comida não é sua única fonte de prazer na vida e se for, procure se agradar fazendo outras coisas que gosta. Invista em sua vida afetiva e social e use a comida apenas quando sentir fome de verdade.

Não deixe que a alimentação fique no automático. Crie consciência de sua necessidade e aprenda a fazer uma distinção do que sua cabeça está pedindo. Valorize suas qualidades, sua personalidade e sentimentos, procure se perdoar quando perceber que errou. e nunca desista de se dar uma nova chance. Afinal, sua história só pode ser construída através de suas experiências.

O processo de pensar magro faz com que o paciente sinta-se feliz com suas escolhas, sem culpa depois que comeu porque aprendeu a reconhecer seu limite.

Se você estiver cansado de várias tentativas de perda de peso e após um período tem reganho, precisa buscar ajuda profissional, preferencialmente com uma equipe multidisciplinar que o ajudará a reconhecer o que precisa mudar em seu comportamento com a comida.

A terapia comportamental apresenta base científica sólida no tratamento de pessoas com sobrepeso e obesidade, aumentando o sucesso do tratamento dessas doenças crônicas.

O Centro Terapêutico AKTA Liv conta com uma equipe multidisciplinar em que psicólogas, endocrinologistas e nutricionistas atuam juntas no tratamento do excesso de peso.

 

Karen Maciel Tomac

Psicóloga do Centro Terapêutico Akta Liv

CPR 06/48802

 

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Emagrecimento

Descontrole Alimentar

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Terapia Cognitiva Comportamental

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Manutenção de Peso

A imagem corporal e os Transtornos Alimentares

A nossa imagem corporal é a ideia que formamos a respeito de nosso corpo, ou seja, o modo pelo qual o nosso corpo se apresenta para nós. São também os sentimentos e pensamentos que cada um experimenta como resultado dessa percepção.
A nossa imagem corporal se forma desde a infância e sofre um constante processo de construção e reconstrução a partir das experiências vividas por cada sujeito. Ela é formada a partir dos processos de socialização, da observação e comparação com os corpos de outros, a partir das mudanças observadas em nossos próprios corpos, de comentários feitos por outros sobre os nossos corpos, do contato com a cultura e padrões de beleza estipulados por cada sociedade. É, portanto, um processo subjetivo, complexo e sempre em constante transformação.
Os indivíduos podem ter uma imagem corporal mais positiva ou mais negativa de si. Aqueles que possuem uma imagem corporal mais positiva sentem-se mais satisfeitos com o tamanho e a forma de seus corpos. Já aqueles com uma imagem mental mais negativa de seus corpos, sentem-se menos bonitos e, por isso, mais insatisfeitos com seus corpos.
A imagem corporal exerce grande influencia na autoestima de cada pessoa. Por esse motivo, existe uma grande preocupação dos profissionais da Psicologia em trabalhar no sentido de melhorar a imagem corporal de seus pacientes, para que tenham uma melhor avaliação sobre seus corpos e, consequentemente, maior auto-estima.
A imagem corporal negativa é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de um Transtorno Alimentar (TA). Em alguns TAs tais como a Anorexia Nervosa e a Bulimia Nervosa, um sintoma muito comum é a “distorção da imagem corporal”. Refere-se a uma visão irrealista de como alguém vê seu corpo. Normalmente, os pacientes com esses Transtornos Alimentares se enxergam e se sentem gordos apesar de estarem muito magros. Essa percepção distorcida faz com que os pacientes sintam e pensem que precisem emagrecer cada vez mais, colocando a sua saúde em risco. Nestes casos, os pacientes necessitam de um tratamento multi-profissional para lidarem com este e outros sintomas dessas psicopatologias.

 

Dra Fernanda Cernea

Psicóloga e especialista em Terapia Cognitivo Comportamental

CRP 121.534

 

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O papel da Terapia Cognitivo Comportamental no Emagrecimento

Você sabia que a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) pode ser uma grande aliada no processo de perda e manutenção do novo peso? A TCC é uma modalidade terapêutica que apresenta resultados científicos sólidos no processo de emagrecimento. Por esse motivo, consideramos o comportamento como um dos três pilares que dão sustentação ao processo de emagrecimento, junto a alimentação e ao metabolismo.

Mas você sabe o que é a Terapia Cognitivo Comportamental?
Em linhas gerais, a TCC é uma linha teórica da Psicologia que se baseia no conceito de que tudo o que as pessoas pensam interferem no que elas sentem e também determinam a maneira como elas vão se comportar. Ou seja, há uma linha direta de conexão entre pensamentos, sentimentos e comportamentos, onde um sempre vai interferir no outro.
Todas as técnicas aplicadas durante o processo de Terapia Cognitivo Comportamental, visam auxiliar os nossos pacientes a alcançarem o seu objetivo de emagrecer e de manter o seu peso ideal.
Dessa maneira, se uma pessoa enfrenta dificuldades em manter o peso estável, nós vamos analisar todos os pensamentos, sentimentos e comportamentos relacionados à sua alimentação, para verificar a existência possíveis crenças e pensamentos disfuncionais, que por consequência levam à comportamentos disfuncionais, e vamos trabalhar no sentido de gerar uma reestruturação cognitiva, substituindo os pensamentos sabotadores por outros mais funcionais.
Nós também mapeamos os hábitos alimentares de nossos pacientes. Buscamos compreender quais os comportamentos que fizeram com que alcançassem o sobrepeso indesejado. Depois, traçamos junto com cada um, estratégias para transformar esses antigos hábitos e comportamentos em outros novos, mais saudáveis e funcionais.
Durante a terapia, nossos pacientes aprendem a lidar com sentimentos tais como a tristeza, a ansiedade, a culpa e o estresse, sem que tenham que “descontar na comida”. Aprendem também como frequentar eventos sociais, (almoços de negócio, eventos de família) sem perderem o controle do que comem. Descobrem ainda que existem muitas outras atividades que são tão prazerosas quanto o “comer” e que podemos equilibrar os nossos prazeres, descobrindo e dando espaço para outras atividades.
São muito os assuntos trabalhados na TCC, que ensinam cada paciente a lidar de forma mais saudável com a sua alimentação. Dentre eles estão relação fome/saciedade, a autoestima, a autoimagem, as habilidades sociais, entre outras.
A terapia vai ajudar  na modificação da forma com que cada um se relaciona com a comida, auxiliando no processo de emagrecimento e garantindo a manutenção de um peso estável e de um corpo saudável.

 

Fernanda Cernea

Psicóloga e especialista em Terapia Cognitivo Comportamental

CRP 121.534

 

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Como lidar com o Descontrole Alimentar?

Ansiedade e Depressão Engordam?

Coaching Alimentar

Pensamentos Sabotadores

Pensamentos Funcionais

Existe criança mal comportada?

Como é desconcertante para os pais quando seus filhos aprontam uma birra em lugares públicos ou mesmo dentro de casa.  É necessário que os adultos estejam atentos aos fatores desencadeantes destes comportamentos, que podem ser desde um pedido de limites, até alguma situação interna de difícil compreensão para a criança, como separação dos pais, perda de algum ente querido ou rompimento de alguma condição anterior que gerou desconforto emocional .

O que fazer quando seu filho se torna um “pequeno  tirano”?

Crianças que são cheias de vontade própria necessitam de disciplina para conhecerem os limites, regras e valores importantes da vida, para assim conquistarem a formação de laços sociais  e familiares.  No entanto, a disciplina não deve ser praticada exclusivamente para os momentos em que ela se porte mal, deve ser algo contínuo para que a mesma aprenda a distinguir entre o certo e o errado.

Primeiro passo é que estejam claras as regras e limites tanto para as crianças como para seus responsáveis que, além de conversarem com os pequenos, deverão praticar as regras e limites juntos, como forma de mostrarem que no mundo adulto também há regras. Assim todos ganham quando a criança aprende a ter autocontrole, o que favorece o convívio familiar e social.  Quando estabelecido, por exemplo,  retirar a televisão ou um determinado brinquedo, é importante que essa consequência, que já foi acordada com a criança, seja cumprida pelos pais ou responsáveis.  Assim as crianças percebem que não podem contornar as regras e nem avançar os limites, sem ter que lidar com as consequências.

Esta nunca foi uma tarefa fácil, e de fato não é. Exige persistência,  mas no final perceberão que valeu a pena !

Atitudes que demonstrem que as vontades da criança não são soberanas e devem  ser submetidas a vontade do outro, como ensinar a criança a respeitar os coleguinhas e adultos, aprender a usar as palavras “por favor” e “muito obrigado”, ajudarão as crianças a entrarem em um padrão de comportamento que prevê um tempo de  espera  para as coisas acontecerem, o que  pode evitar crises de choro ou gritos. Muitas vezes, devido ao desenvolvimento emocional próprio da idade da criança, os momentos de choro são inevitáveis. Os adultos devem se abaixar na altura dos filhos, falar em tom mais baixo e demonstrar que podem conversar assim que a criança se acalmar. As crianças observam e copiam, tudo aquilo que está ao seu redor,  por isso se estiver sempre a gritar com elas , vão pensar que não há nada de errado com isso e serão certamente um espelho, repetindo o comportamento na escola e com os pais. Você pode dizer que enquanto estiver chorando ou gritando, ela não será ouvida. É importante que a criança possa falar e expressar-se, mas sempre com respeito pelo outro.

Procure usar sim em vez de não. Devemos focar no comportamento que queremos ver ao invés daquele que não queremos pois é mais fácil para a criança aprender. Por exemplo, em vez de dizer “ não coloque  os brinquedos na mesa”  diga  “coloque os brinquedos aqui no chão” .

A dica para os pais é: mantenham-se firmes com as regras e limites já estabelecidos. Isso não quer dizer que não possam ser feitos novos e mais assertivos combinados com a criança, mas que o empenho deve ser primeiro dos pais em irem até o final com disciplina, porque no momento em que os pais cedem, a criança vai voltará a testar os limites.

Outro ponto importante é o afeto. Quando os pais estabelecem as regras e limites, as crianças geralmente perguntam ou pensam que não são mais amadas. Ser firme não significa que os pais não gostam dela; então pais, procurem esclarecer que o que vocês desaprovaram foi o comportamento, que vocês não gostaram das atitudes ou das palavras e mostrem que a disciplina não fará com que gostem menos dela. Assim os pais devem dizer o quanto gostam dela e dar-lhes um abraço depois de chamar a atenção.

E lembrem-se pais, que vocês são autoridade, devem exercê-la com responsabilidade e amor, e os filhos estarão seguros com pais que sabem ensinar os limites, porque eles formarão uma rede de proteção.

Pais fiquem atentos para alguns comportamentos persistentes que demonstrem indisciplina e procurem a ajuda de um psicólogo para avaliar. As crianças estão em desenvolvimento e formação, portanto uma fase que apresenta condições favoráveis a intervenções terapêuticas com bons resultados.

 

Karen Maciel Tomac

Psicóloga especialista em atendimento Infantil e integrante da equipe do Centro Terapêutico Akta Liv

CRP: 06/48802

 

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Meu bebê chora, é fome?

Muitos estudos se referem ao início da vida e as descobertas de um bebê sobre quem ele é e como sobreviver diante de um universo com tantas adversidades .

Gostaria de propor um momento de reflexão para as mamães de primeira viagem….

Já sabemos o quão importante é a relação mãe-bebê para o desenvolvimento de laços afetivos e relacionais do bebê, e muitas são as demandas de um pequeno que apenas sabe chorar quando sente desconforto ou dor.

Minha experiência clínica confirma que muitas mães oferecem o leite, seja o materno ou mamadeira, quando seu bebê chora. A criança rapidamente é suprida com o alimento o que por vezes pode acalmar o bebê e a mãe.  Mas será que isso é o melhor a se fazer ?

Uma mãe mais ansiosa não esperará um pouco para identificar do que se trata aquele choro, porque provavelmente seja muito difícil vê-lo chorar, mas se não for através do choro, como seu bebê pode comunicar que algo esta desconfortável ?

Estudos apontam a riqueza deste momento em que as mães podem mergulhar no universo infantil e descobrir uma maneira individual de comunicação com seu filho, à fala mamanhês que através de expressão facial e gestos ajudam a criança a descobrir o afeto; as brincadeiras e joguinhos que a mãe faz, alterando o tom de voz favorecem a revelação da identidade do bebê. Ele descobre aos poucos que é um indivíduo separado da mãe e, portanto, com suas particularidades que podem ser nomeadas pela mesma como um bebê sapeca,  esperto, teimoso, exigente, bonzinho e tantos outros adjetivos.

Crianças que desde muito pequenas são alimentadas quando choram, ou algo desconfortável ocorre, geralmente serão adultos que terão dificuldade em separar a comida do afeto, porque o alimento entrou no lugar das palavras que dão significado as experiências da vida.

Deixo aqui um alerta para que as mães se atentem para estas questões e ajudem seus filhos a construírem uma relação saudável com a comida. Não estou dizendo que deixem seus bebês chorarem indefinidamente, mas que procurem identificar a real causa do desconforto, que pode ir desde a fome, que deverá ser suprida, até uma fralda colocada de maneira desajeitada ou um desejo de aconchego.

 

Karen Maciel Tomac

Psicóloga especialista em atendimento Infantil e integrante da equipe do Centro Terapêutico Akta Liv

CRP: 06/48802

 

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Por que fazer escolhas saudáveis neste final de ano?

Existe algo que precisamos aprender desde criança e é justamente na infância que nos deparamos com a triste e construtiva constatação de que a vida não nos dará tudo. Existe um limite que nos protege, inclusive porque o excesso adoece.

A construção de uma vida saudável é sobretudo aprender a fazer escolhas, e às vezes nem percebemos o quanto elas fazem parte de nossa rotina. Desde pequenos somos chamados a fazer escolhas como a profissão a seguir, os amigos com quem dividiremos os bons e ruins momentos da vida, os relacionamentos afetivos e até escolher com quem queremos construir uma história e compartilhar a vida.

A escolha implica em agir, tomar decisão, ir em direção ao que identificamos ser melhor e o melhor nem sempre é o mais fácil de fazer ou o mais gostoso,  como no caso da relação que desenvolvemos com o alimento, mas ainda assim, decidir é fundamental para que ocorram mudanças.

Lembre-se que quando decide comer “tudo” de tudo, não é escolha, é dependência.

Fazer escolhas saudáveis é dizer não para o pensamento de que você merece comer sem critério ou seleção. É dizer não para o desejo de buscar na comida uma satisfação, prazer e alegria que podem vir por outras fontes.

E como identificar se as escolhas que fazemos são saudáveis?

Geralmente a escolha saudável o deixará sem culpa, com uma sensação de liberdade e responsabilidade com aquilo que deseja para a sua vida.

Com a chegada do ano novo renovam-se os votos e promessas de mudanças, portanto, o momento é propício para fazer um balanço do que realmente lhe fez bem ou não durante este ano e daqui para frente escolher o que o levará a encontrar o seu ponto de equilíbrio.

 

Karen Maciel Tomac

Psicóloga do Centro Terapêutico Akta Liv

CPR 06/48802

 

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Qual é o seu ponto de saciedade?

A saciedade pode ser experimentada quando entramos em contato com a sensação de estarmos completamente satisfeitos, saciados após uma refeição.

 

Muitas pessoas têm dificuldade em parar de comer, geralmente porque não conseguem perceber que já estão satisfeitas e chegou a hora de parar. Perceber a saciedade faz parte de um treino que na maioria das vezes não fomos orientados a fazer.

 

É cultural e socialmente aceito que comamos algo sem ter tanta vontade, desde que seja gostoso. Somente o prazer é capaz de justificar o motivo pelo qual comemos, porém isto faz com que não discriminemos qual é o nosso ponto de saciedade.

 

Para perceber a sua saciedade você precisa começar a prestar atenção a isso. Antes de comer sempre se questione sobre a motivação para comer e depois de estar em contato com o alimento se questione quais seus motivos para continuar comendo.

Será que você repete somente porque o sabor é agradável? Se a resposta for sim, pare! Não espere sentir o desejo de parar de comer, porque o cérebro demora cerca de 20 minutos para entender a sensação de saciedade; isso signifca que se você só parar quando já não tiver a mínima vontade de comer corre o risco de sentir-se estufado após a refeição. O ideal é sempre sair da mesa sem a sensação de saciedade plena, ela virá alguns minutinhos depois. Controle sua ansiedade para poder esperar.

 

O Centro Terapêutico AKTA Liv realiza um tratamento integrado para perda de peso que conta com uma equipe de coaching e psicologia que pode ajudá-lo no processo de emagrecimento.

 

Fabiola Luciano

Psicóloga e Coaching Alimentar do Centro Terapêutico Akta Liv

CRP: 104.468

 

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