crianca doente brinquedo terapeutico

Como ajudar meu filho hospitalizado?

Invariavelmente as crianças adoecem em algum momento de seu desenvolvimento. Alguns em tenra idade e outros maiores, mas neste momento é importante que os familiares procurem entender o que se passa na cabeça da criança e as alterações de comportamento gerado pelo estresse do adoecer e suas complicações.
A criança frente a um diagnóstico pode apresentar quatro comportamentos caracterizados por fases, como a fase do protesto, fase do desespero e por último a fase de desligamento. Durante a fase de protesto, as crianças reagem geralmente de maneira agressiva, choram, recusam a atenção de qualquer pessoa diferente e ficam inconsoláveis em suas culpas. Na fase do desespero, o choro pára e a depressão fica evidente. A criança torna-se muito menos ativa, mostra-se desinteressada por jogos e brincadeiras ou por alimentos e isola-se dos outros. Já na fase do desligamento, algumas vezes chamado de negação, superficialmente, parece que a criança finalmente ajustou-se à perda do estado anterior. A criança torna-se mais interessada nas visitas, brinca e até forma novos relacionamentos, porém superficiais. Entretanto, este comportamento é o resultado da resignação e não um sinal de contentamento.
A doença, como toda situação de crise, altera a vida da criança e de sua família. A hospitalização é um fator agravante, que pode constituir uma experiência bastante difícil para o pequeno paciente. Esta vivência pode levar a um amadurecimento e maior desenvolvimento psíquico ou resultar em prejuízo ao desenvolvimento físico e mental. Devemos adotar a proposta de assistência integral, pois a experiência é estressante e pode ser amenizada pelo fornecimento de certas condições, como presença de familiares, contato com outras crianças, disponibilidade afetiva dos trabalhadores de saúde, informação, atividades recreativas, entre outras.
Engajar-se nestas atividades coloca as crianças em ação, retira-as por um período da função passiva dos receptores de um fluxo constante de procedimentos realizados em seu corpo. Em um ambiente hospitalar ou de adoecimento mesmo em casa, a maioria das decisões são tomadas para a criança: as brincadeiras e outras atividades expressivas oferecem a ela oportunidades necessárias para fazer escolhas. Mesmo quando a criança escolhe não participar de uma determinada atividade, foi-lhe oferecida uma escolha, talvez uma dentre muito poucas escolhas reais que ela precisou fazer naquele dia.
A utilização do brinquedo para as crianças hospitalizadas como uma forma terapêutica, com a denominação de brinquedo terapêutico, significa uma sessão de preparo da criança para o que lhe irá acontecer (cirurgia, e procedimentos técnicos, como punção venosa, curativos, inalação etc.) mediante a utilização de uma brincadeira que imita situações hospitalares.
A criança deve ser preparada por um profissional em que ela confie, podendo ser também um preparo individual ou em grupo.
O preparo da criança antes de ser submetida ao procedimento doloroso possibilita que ela mobilize suas forças interiores para enfrentar a situação estressante e aumente a tolerância ao desconforto. Mesmo preparada, a criança posw não mudar imediatamente de comportamento, podendo manifestar reações de choro, recusas verbais ou motoras. É muito importante a participação dos pais antes, durante e após o procedimento, pois eles são a fonte de segurança para o filho.

O acompanhamento de uma psicóloga especializada em pediatria pode fazer toda a diferença nesse momento.

 

Karen Maciel Tomac

Psicóloga especialista em atendimento Infantil e integrante da equipe do Centro Terapêutico Akta Liv

Neuropsicóloga – aplicação de testes neuropsicológicos

CRP: 06/48802

 

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Avaliação do Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade

Se os pais estiverem preocupados com a possibilidade de um diagnóstico de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDA/H), devem discutir primeiro com o professor da criança para saber se o comportamento dela está diferente do que o esperado para a faixa etária e prejudicando o seu desempenho.

Não existe nenhum teste para avaliar e diagnosticar o TDA/H que seja simples. Falaremos então dos métodos de avaliação diagnóstica baseados em pesquisas e experiências clínicas que são os questionários formais, testes objetivos e detalhados das funções cognitivas, observação cuidadosa da história do paciente, além dos questionários enviados para os professores que podem auxiliar na compreensão do quadro clínico em outros ambientes frequentados pela criança.  A criança deve ser avaliada por um Neuropediatra e realizar o exame chamado de Avaliação Neuropsicológica, que é feito em média de 8 a 10 sessões, com atendimento semanal de 70 minutos. Duas sessões são para atender os pais, em que na primeira será feita a Anamnese (entrevista) e a última a Devolutiva e o Relatório final da avaliação.

Seguem alguns pontos a serem vistos:

Observar sinais de alerta porque a criança apresentará dificuldade significativa na escola e problemas inesperados de comportamento.

Artigos Acadêmicos afirmam que o TDA/H é facilmente confundido com vários outros comportamentos semelhantes. Devemos então, excluir as semelhanças que melhor respondam a outros transtornos como ao pré-escolar ativo e normal, algumas crianças normalmente ativas são chamadas de hiperativas. Para diagnosticar um TDA/H, essas crianças devem apresentar comportamento inapropriado até mesmo quando comparadas a crianças normalmente ativas.

Deficiência Intelectual: os pais geralmente confundem a deficiência com o TDA/H. Uma criança de 5 anos estiver com o desenvolvimento de uma de 2 anos e meio, é de se esperar que o comportamento seja ativo, desatento e automático, mas isso não significa que ela tem TDA/H. Por outro lado, as crianças com atraso no desenvolvimento também podem sofrer do TDA/H.

Deficiência auditiva: crianças desatentas não ouvem e devem ser encaminhadas para realizar teste de audição.

Dificuldade de aprendizado específica: se a criança tiver dislexia, ela fica frustrada por não conseguir e perde a concentração quando a tarefa torna-se difícil. A desatenção só acontece nessas crianças quando elas têm dificuldades com a leitura, matemática, linguagem ou o que quer que lhe cause estresse. Nos portadores de TDA/H, os comportamentos difíceis e problemas de persistência estão presentes na maioria das vezes.

No entanto, é comum encontrarmos comorbidades nestas crianças que apresentam dificuldades específicas de aprendizado e TDA/H.

A Associação Americana de Psiquiatria publicou diretrizes sobre o diagnóstico do TDA/H e os critérios diagnósticos.

Para a criança ser portadora ela precisa demonstrar pelo menos seis dos nove possíveis comportamentos. A criança com quatro ou cinco comportamentos difíceis pode não se encaixar no critério geral, mas pode ainda sofrer de um estresse enorme. Por esse motivo, foi desenvolvida uma lista de critérios para ajudar os médicos, além de questionários para pais e professores e os testes e perfis aplicados pelos psicólogos.

Nas crianças portadoras de TDA-H encontraremos frequentemente sinais reveladores como:

  1. São conhecidas como crianças-furação do momento em que saem da cama. São insaciáveis, nunca param e geram grande tensão. Seu comportamento em grupo é geralmente embaraçoso e, quando brincam com outras crianças, são autoritárias e dominantes.

2. Sua impulsividade as torna mais vulneráveis a acidentes físicos. E às vezes, nas crianças mais velhas, encontraremos uma inquietação: remexem-se na cadeira e perdem-se no meio de uma frase: seus olhos e pensamentos não estão ali. Essas crianças são desorganizadas, esquecidas e desviam-se facilmente das obrigações.

Lembrando que, para se diagnosticar como TDA/H, é preciso que a vida da criança tenha apresentado prejuízos e causado transtorno significativo. Atualmente algumas crianças com desatenção e problemas sutis de aprendizado específico têm confundido os profissionais, o que torna mais difícil um diagnóstico e, por consequência, o tratamento e manejo das dificuldades.

Sugiro aos pais que, antes de cobrarem os filhos, observem a natureza das dificuldades apresentadas, conversem na escola e com profissionais especializados em avaliação neuropsicológica e procurem não tratar a situação de maneira simples: trata-se de uma alteração ou disfunção das áreas cerebrais.

 

Karen Maciel Tomac

Psicóloga especialista em atendimento Infantil e integrante da equipe do Centro Terapêutico Akta Liv

Neuropsicóloga – aplicação de testes neuropsicológicos

CRP: 06/48802

 

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Existe criança mal comportada?

Como é desconcertante para os pais quando seus filhos aprontam uma birra em lugares públicos ou mesmo dentro de casa.  É necessário que os adultos estejam atentos aos fatores desencadeantes destes comportamentos, que podem ser desde um pedido de limites, até alguma situação interna de difícil compreensão para a criança, como separação dos pais, perda de algum ente querido ou rompimento de alguma condição anterior que gerou desconforto emocional .

O que fazer quando seu filho se torna um “pequeno  tirano”?

Crianças que são cheias de vontade própria necessitam de disciplina para conhecerem os limites, regras e valores importantes da vida, para assim conquistarem a formação de laços sociais  e familiares.  No entanto, a disciplina não deve ser praticada exclusivamente para os momentos em que ela se porte mal, deve ser algo contínuo para que a mesma aprenda a distinguir entre o certo e o errado.

Primeiro passo é que estejam claras as regras e limites tanto para as crianças como para seus responsáveis que, além de conversarem com os pequenos, deverão praticar as regras e limites juntos, como forma de mostrarem que no mundo adulto também há regras. Assim todos ganham quando a criança aprende a ter autocontrole, o que favorece o convívio familiar e social.  Quando estabelecido, por exemplo,  retirar a televisão ou um determinado brinquedo, é importante que essa consequência, que já foi acordada com a criança, seja cumprida pelos pais ou responsáveis.  Assim as crianças percebem que não podem contornar as regras e nem avançar os limites, sem ter que lidar com as consequências.

Esta nunca foi uma tarefa fácil, e de fato não é. Exige persistência,  mas no final perceberão que valeu a pena !

Atitudes que demonstrem que as vontades da criança não são soberanas e devem  ser submetidas a vontade do outro, como ensinar a criança a respeitar os coleguinhas e adultos, aprender a usar as palavras “por favor” e “muito obrigado”, ajudarão as crianças a entrarem em um padrão de comportamento que prevê um tempo de  espera  para as coisas acontecerem, o que  pode evitar crises de choro ou gritos. Muitas vezes, devido ao desenvolvimento emocional próprio da idade da criança, os momentos de choro são inevitáveis. Os adultos devem se abaixar na altura dos filhos, falar em tom mais baixo e demonstrar que podem conversar assim que a criança se acalmar. As crianças observam e copiam, tudo aquilo que está ao seu redor,  por isso se estiver sempre a gritar com elas , vão pensar que não há nada de errado com isso e serão certamente um espelho, repetindo o comportamento na escola e com os pais. Você pode dizer que enquanto estiver chorando ou gritando, ela não será ouvida. É importante que a criança possa falar e expressar-se, mas sempre com respeito pelo outro.

Procure usar sim em vez de não. Devemos focar no comportamento que queremos ver ao invés daquele que não queremos pois é mais fácil para a criança aprender. Por exemplo, em vez de dizer “ não coloque  os brinquedos na mesa”  diga  “coloque os brinquedos aqui no chão” .

A dica para os pais é: mantenham-se firmes com as regras e limites já estabelecidos. Isso não quer dizer que não possam ser feitos novos e mais assertivos combinados com a criança, mas que o empenho deve ser primeiro dos pais em irem até o final com disciplina, porque no momento em que os pais cedem, a criança vai voltará a testar os limites.

Outro ponto importante é o afeto. Quando os pais estabelecem as regras e limites, as crianças geralmente perguntam ou pensam que não são mais amadas. Ser firme não significa que os pais não gostam dela; então pais, procurem esclarecer que o que vocês desaprovaram foi o comportamento, que vocês não gostaram das atitudes ou das palavras e mostrem que a disciplina não fará com que gostem menos dela. Assim os pais devem dizer o quanto gostam dela e dar-lhes um abraço depois de chamar a atenção.

E lembrem-se pais, que vocês são autoridade, devem exercê-la com responsabilidade e amor, e os filhos estarão seguros com pais que sabem ensinar os limites, porque eles formarão uma rede de proteção.

Pais fiquem atentos para alguns comportamentos persistentes que demonstrem indisciplina e procurem a ajuda de um psicólogo para avaliar. As crianças estão em desenvolvimento e formação, portanto uma fase que apresenta condições favoráveis a intervenções terapêuticas com bons resultados.

 

Karen Maciel Tomac

Psicóloga especialista em atendimento Infantil e integrante da equipe do Centro Terapêutico Akta Liv

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Meu bebê chora, é fome?

Muitos estudos se referem ao início da vida e as descobertas de um bebê sobre quem ele é e como sobreviver diante de um universo com tantas adversidades .

Gostaria de propor um momento de reflexão para as mamães de primeira viagem….

Já sabemos o quão importante é a relação mãe-bebê para o desenvolvimento de laços afetivos e relacionais do bebê, e muitas são as demandas de um pequeno que apenas sabe chorar quando sente desconforto ou dor.

Minha experiência clínica confirma que muitas mães oferecem o leite, seja o materno ou mamadeira, quando seu bebê chora. A criança rapidamente é suprida com o alimento o que por vezes pode acalmar o bebê e a mãe.  Mas será que isso é o melhor a se fazer ?

Uma mãe mais ansiosa não esperará um pouco para identificar do que se trata aquele choro, porque provavelmente seja muito difícil vê-lo chorar, mas se não for através do choro, como seu bebê pode comunicar que algo esta desconfortável ?

Estudos apontam a riqueza deste momento em que as mães podem mergulhar no universo infantil e descobrir uma maneira individual de comunicação com seu filho, à fala mamanhês que através de expressão facial e gestos ajudam a criança a descobrir o afeto; as brincadeiras e joguinhos que a mãe faz, alterando o tom de voz favorecem a revelação da identidade do bebê. Ele descobre aos poucos que é um indivíduo separado da mãe e, portanto, com suas particularidades que podem ser nomeadas pela mesma como um bebê sapeca,  esperto, teimoso, exigente, bonzinho e tantos outros adjetivos.

Crianças que desde muito pequenas são alimentadas quando choram, ou algo desconfortável ocorre, geralmente serão adultos que terão dificuldade em separar a comida do afeto, porque o alimento entrou no lugar das palavras que dão significado as experiências da vida.

Deixo aqui um alerta para que as mães se atentem para estas questões e ajudem seus filhos a construírem uma relação saudável com a comida. Não estou dizendo que deixem seus bebês chorarem indefinidamente, mas que procurem identificar a real causa do desconforto, que pode ir desde a fome, que deverá ser suprida, até uma fralda colocada de maneira desajeitada ou um desejo de aconchego.

 

Karen Maciel Tomac

Psicóloga especialista em atendimento Infantil e integrante da equipe do Centro Terapêutico Akta Liv

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