Dieta cetogênica traz benefícios para diabéticos tipo 2?

Uma dúvida frequente entre pessoas com diabetes tipo 2 é sobre a segurança e os benefícios da dieta cetogênica para sua saúde.

Saslow e sua equipe investigaram os efeitos de dois tipos de dietas com diferentes quantidades de carboidratos no índice glicêmico de indivíduos diabéticos tipo 2 e pré-diabéticos.

Foram selecionados indivíduos maiores que 18 anos, com IMC maior ou igual 25 kg/m2, que apresentavam hemoglobina glicada maior que 6% e que não faziam uso de insulina ou mais de 3 hipoglicemiantes orais. Os participantes frequentaram 19 aulas de 2 horas de duração durante 12 meses. Um grupo foi instruído à seguir uma dieta cetogênica (baixa em carboidratos) (DBC), sendo que poderiam consumir 20 a 50g de carboidratos conforme preferência. Eles tinham uma meta de atingir níveis de cetonas sanguíneas (betahidroxibutirato) de 0,5 a 3 mmol mensurados duas vezes na semana. O outro grupo recebeu orientações para realização de uma dieta moderada em carboidratos (45 a 50% do VET), com calorias restritas e baixa em gorduras (não mais que 500 Kcal por dia) (DMC), e a meta calórica foi calculada visando perda de peso. Os dois grupos foram orientados sobre a importância de dormirem bem e realizarem exercícios físicos, e também sobre estratégias comportamentais de efeito positivo e mindful eating. Para avaliar os resultados, foram colhidas amostras de sangue para mensurar HbA1c, lipídeos, glicemia e insulinemia de jejum e proteína C reativa. Os participantes registraram suas refeições em um programa específico ao início do estudo, aos 3, 6 e 12 meses de acompanhamento.

Foram randomizados 34 participantes, sendo 16 para o grupo DBC e 18 para o grupo DMC. O grupo DBC consumiu menores quantidades de carboidratos, e maiores quantidades de gorduras e proteínas, sem que isso representasse diferença significativa na quantidade de calorias consumidas entre os grupos. Participantes do grupo DBC tiveram uma redução maior da HbA1c que o grupo DMC aos 6 e 12 meses (p=0,001 e p=0,007, respectivamente). Aos 12 meses, participantes do grupo DBC perderam mais peso e reduziram seus IMC mais que os participantes do grupo DMC (p<0,001). Com 6 meses, os níveis de LDL aumentaram mais no grupo DBC, no entanto, essa diferença não se manteve aos 12 meses. A razão triglicérides/colesterol diminuiu mais no grupo DBC que no grupo DMC em 12 meses. Os demais parâmetros biológicos não apresentaram diferença significativa entre os grupos. Os participantes no grupo DBC reduziram o uso de medicamentos relacionados à diabetes mais que os participantes do grupo DMC. Dos indivíduos que utilizavam metformina ao início do estudo, 3/10 descontinuaram seu uso no grupo DBC enquanto 0/10 o descontinuaram no grupo DMC, o que, no entanto, não foi significativo (p=0,08).

A partir destes resultados, os autores concluíram que em um período de 12 meses, adultos com HbA1c e peso corporal elevados obtiveram maiores reduções destes parâmetros e reduziram mais o uso de medicamentos ao realizarem uma dieta cetogênica – baixa em carboidratos -quando comparados à pacientes que realizaram dieta moderada em carboidratos.

 

Dra Ana Maria Delospital

Nutricionista do Centro Terapêutico Akta Liv

CRN 17.279

 

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Referência:

Saslow LR, Daubenmier JJ, Moskowitz JT, Kim S, Murphy EJ, Phinney SD, Ploutz-Snyder R, Goldman V, Cox RM, Mason AE, Moran P, Hecht FM. Twelve-month outcomes of a randomized trial of a moderate-carbohydrate versus very low-carbohydrate diet in overweight adults with type 2 diabetes mellitus or prediabetes. Nutr Diabetes. 2017 Dec 21;7(12):304.

Qual é o melhor exercício para emagrecer?

Para quem quer emagrecer de forma saudável, combinar exercícios aeróbicos e anaeróbicos para que um exercício complete o outro deve ser a melhor escolha. Caminhar, correr, aulas de danças, nadar ou andar de bicicleta, são alguns exemplos de exercícios aeróbicos, enquanto alguns exemplos de exercícios anaeróbicos incluem fazer musculação ou praticar aulas de ginástica localizada.
Temos também o treinamento funcional, que vem conquistando muitas pessoas por trabalhar várias capacidades físicas, como o aeróbio e o anaeróbico, além de melhorar as capacidades funcionais das pessoas. Com treinos de 30 a 45 minutos, conseguimos trabalhar todas as capacidades físicas, potencializando o gasto calórico.
Enquanto os exercícios aeróbicos, como caminhar ou correr, queimam mais calorias num curto espaço de tempo e melhoram o condicionamento cardiorrespiratório, os exercícios anaeróbicos, como a musculação, aumentam a massa muscular, gastam mais energia e melhoram o contorno do corpo. O treinamento Funcional consegue atingir as duas capacidades citado acima.
Portanto, procure um profissional de educação física para que este possa orientar qual é melhor exercício físico para você.
Vale lembrar que além da realização de exercício, a alimentação também é muito importante para emagrecer.

 

Marcos Antonio Lima Junior
CREF 137371-G/SP
Educador Físico do Centro Terapêutico AKTA Liv
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Tipos de açúcar, suas diferenças e melhores escolhas

O açúcar refinado (branco) costuma estar sempre presente na casa do brasileiro. Porém, ele é nocivo à saúde e seu consumo não traz nenhum benefício, por ser nutricionalmente pobre. Como o próprio nome já diz, ele passa por um processo de refinamento, recebendo aditivos químicos e perdendo nutrientes. É a opção menos saudável para adoçar.

O açúcar cristal passa por um processo de refinamento leve e sua composição é semelhante ao açúcar refinado. Já o açúcar orgânico não recebe nenhum aditivo químico e mantem algumas propriedades de nutrientes.

Existem alguns tipos de açúcar mais saudáveis. São eles: mascavo, demerara e açúcar de coco, porém o consumo não é indicado para todos e quando indicado, o uso deve ser feito com moderação.

açúcar mascavo é extraído da cana-de-açúcar e não passa pelo processo de refinamento, ação que conserva seus valores nutricionais.

O demerara possui um sabor mais ameno que o mascavo. Ele passa pelo processo de purificação e refinamento, porém, não leva aditivos químicos e, portanto, mantem os teores minerais da cana-de-açúcar.

O açúcar de coco é mais natural, livre de aditivos químicos e fonte de vitaminas e minerais. O índice glicêmico do açúcar de coco por exemplo é baixo, porém a carga glicêmica é alta, ou seja, ele vai ser totalmente absorvido pelo corpo.

Fora essas opções de açúcar, existem outros meios para adoçar, como: mel, melado e adoçantes naturais.

Apesar desses tipos se açúcar serem mais saudáveis comparados ao açúcar refinado, eles não deixam de ser açúcar e seu uso não é indicado para todos. Ele é contra-indicado no tratamento de diabetes, esteatose hepática (gordura no fígado), hipercolesterolemia e processo de emagrecimento.

A dica é preferir o açúcar natural dos alimentos (presente em: frutas, legumes, verduras e cereais) para não viciar o paladar. Se for realmente necessário adoçar, utilize o açúcar nessas formas mais saudáveis e sempre com moderação.

Quantidade de nutrientes em 100g de açúcar:

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: PHILLIPI, S.T. Tabela de Composição de Alimentos.

 

Dra Mayara Vieira Benetti

Nutricionista do Centro Terapêutico AKTA Liv

CRN 40.996

 

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O uso de hormônios para ganho de massa magra

É bastante sedutor para muitas pessoas pensar que há um caminho mais curto e mais efetivo para ficar com o corpo sarado, musculoso e com a barriga “chapada”.

O uso de hormônios para esse intuito não é novo, iniciou-se no começo do século 20 de forma bem primitiva e precária. Foi amplamente usado em atletas para melhora de performance física até a implementação de políticas anti-dopping, e hoje é mais popular entre fisiculturistas e frequente no ambiente de academias com a promessa do “corpo perfeito”, muitas vezes utilizando produtos de origem duvidosa e sem nenhuma orientação médica.

Existem vários tipos de hormônios usados para esse fim, porém não há nenhuma segurança para o uso de anabolizantes (esses hormônios que causam o ganho de massa magra) nesse intuito. Ao contrário, têm-se grandes riscos de efeitos colaterais e complicações, sejam de curto, médio ou de longo prazo.

Utilizar hormônios masculinos para ganho de massa magra pode causar calvície, hirsutismo (aumento de pelos no corpo), acne, engrossamento da voz em mulheres, ginecomastia (aumento das mamas) em homens, infertilidade, disfunção erétil no homem, redução da libido em homens, hepatite, câncer, doenças psiquiátricas, trombose, embolia pulmonar, disfunção cardíaca entre outros.

Outros hormônios utilizados, como o do crescimento, também são associados à aumento de diversos tipos de câncer, disfunção cardíaca, aumento de queixo, orelhas, entre outras deformidades, alongamento dos vasos sanguíneos e diabetes.

Não há dose segura que isente o paciente desses riscos e esses hormônios só são indicados em pacientes que apresentam falta deles seja por doenças genéticas ou adquiridas.

Quando homens recebem algum tipo de testosterona (hormônio masculino), seu corpo manda um sinal aos testículos para pararem de produzir seu hormônio natural. Assim ocorre atrofia  os testículos, uma das principais causas da infertilidade que pode ser transitória ou permanente.

Dessa maneira, embora seja um caminho mais longo, procure uma boa equipe profissional (médico especialista, nutricionista, educador físico, psicólogo, fisioterapeuta) para executar uma dieta adequada, usar medicamentos corretos, tratamentos estéticos possíveis, orientações e exercícios eficazes e seguros para manter um corpo realmente saudável sem adicionar riscos a sua saúde.

 

Dra Renata Gonçalves Campos

Endocrinologista do Centro Terapêutico Akta Liv

CRM 135.847

 

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O que é Treinamento Funcional?

O treinamento funcional é uma modalidade similar à musculação, que pode utilizar os aparelhos tradicionais de peso ou não. Baseia-se nos movimentos naturais do ser humano, como pular, correr, puxar, agachar, girar e empurrar. É um método que ajuda a prevenir lesões, gera melhorias cardiovasculares, redução do percentual de gordura, emagrecimento e definição muscular. O indivíduo ganha força, equilíbrio, flexibilidade, condicionamento, resistência e agilidade. A frequência considerada para realizar a modalidade é de, no mínimo, três vezes por semana.

Um dos pontos fundamentais do treinamento funcional é o fortalecimento do core, o centro de força do corpo, que inclui os músculos do abdômen, dos quadris e da região lombar e responde pela estabilização da coluna vertebral. Ofuncional aciona essa musculatura em todos os exercícios, não só nos abdominais. Para trabalhar esta musculatura profunda, são utilizados a todo momento acessórios como elásticos, cordas, bolas, cones, discos, etc.

Como o foco do treinamento funcional é trabalhar os músculos de forma global, o perigo de sobrecarregar uma ou outra parte do corpo e se machucar é menor. Porém, como em qualquer atividade física, o ideal é contar com a orientação de um profissional capacitado para a modalidade, se concentrar em dobro nos movimentos e respeitar os limites do seu corpo enquanto se exercita.

Os tipos de fome

Você sabia que não existe apenas um tipo de fome? Sim, é verdade, neste post nós vamos conversar sobre os três tipos de fome que existem.

A fome FÍSICA é aquela que faz o nosso estômago roncar, pode ser chamada também de fome orgânica porque é quando o nosso corpo está realmente precisando de algum alimento para se nutrir.

A fome EMOCIONAL é aquela vontade de comer que nos acomete quando estamos sentindo uma emoção. Por exemplo, quando comemos quando estamos tristes, ansiosos, nervosos, ou até mesmo felizes. Esse tipo de fome acontece quando a forma que nós encontramos para lidar com as emoções é através da comida.

Existe ainda um outro tipo de fome, a SOCIAL. Esta se manifesta na vontade de comer quando estamos diante de uma comida que nos parece atraente, em algum evento social (festa, almoço de família, encontro de amigos, happy hour, etc). Muitas vezes, nestes momentos não estamos sentindo a fome física, mas o alimento nos parece muito saboroso e por isso comemos.

Por que é importante reconhecermos os nossos tipos de fome?

Porque é uma maneira de construirmos uma relação mais saudável com a nossa alimentação. Se estamos sentindo a fome emocional, nós devemos aprender a lidar com as nossas emoções e não “descontar” sempre na comida. Se percebemos que estamos sentindo uma fome social, podemos aprender a decidir e controlar um pouco mais o que vamos comer nos eventos sociais.

Aprender a reconhecer os nossos tipos de fome significa aprender a distinguir FOME de VONTADE DE COMER. Quando fazemos isso, temos mais controle da quantidade e da qualidade da comida que ingerimos e estabelecemos uma relação mais saudável com o nosso corpo.

 

Dra Fernanda Cernea

Psicóloga e especialista em Terapia Cognitivo Comportamental

CRP 121.534

 

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O horário das refeições influencia na perda de peso?  

Uma das maiores dificuldades para quem quer perder peso é organizar os próprios horários com as refeições.
Ouvimos muito em consulta: “Doutora, perdi a hora do almoço porque estava em reunião e deixei pra comer mais tarde…”
Realmente é difícil, mas não é impossível! Tudo é uma questão de planejamento!
Foi publicado um estudo no American Journal of Clinical Nutrition recentemente com análise da perda de peso  em 1200 indivíduos e foi constatado que quem deixa o almoço para depois das 15 horas tem mais dificuldade para emagrecer. 
Em 2013 a revista Obesity já tinha publicado um estudo que tinha chegado à essa mesma conclusão. Nesse estudo foram acompanhados 520 pacientes com sobrepeso ou obesidade que seguiram um programa de 5 meses e foram divididos em 2 grupos: metade comia mais durante a manhã e a outra metade comia mais à tarde. O primeiro grupo sempre almoçava antes das 15 horas e o segundo grupo sempre após esse horário. Todos os pacientes foram acompanhados para ingerir a mesma quantidade de calorias em 24 horas. E foi constatado que quem almoçava antes das 15 horas perdia peso com mais facilidade que quem almoçava mais tarde. 
Mas, parece que o horário é importante apenas para o almoço. Diferente do que a maioria das pessoas pensa, o horário do jantar não influencia na perda de peso. 
Se existe  algum fator que está dificultando a sua perda de peso, você deve procurar um especialista para orientações. 
Mas saiba que tudo é uma questão de planejamento: Organizar suas refeições e horários é o primeiro grande passo para ter sucesso na perda de peso. Se for realmente impossível comer na hora certa, tente pelo menos fazer seu almoço antes das 15 horas. 

Aula de Culinária Low-Carb

Uma das grandes queixas que os pacientes têm quando fazem uma dieta low-carb é que a proposta é monótona e que acabam comendo sempre as mesmas coisas. Mas isso não é verdade. Além dos produtos de nosso parceiro Nytt Liv, há várias receitas práticas e saborosas que a pessoa pode preparar. Por esse motivo, a equipe de nutricionistas do Centro Terapêutico AKTA Liv, em parceria com a Mundo Verde, fará uma aula de culinária low carb.

Serão apresentadas 3 receitas low-carb, com direito a degustação.

Inscrições e informações: nutricao@aktaliv.com.br

Local: Mundo Verde Chácaka Klabin: Rua Pedro Nicole, 1.

Data e horário: 23/09/2017 ás 10:00h. Duração: 90 minutos

Evento gratuito. Inscreva-se logo, as vagas são limitadas!

Comer proteína ajuda a queimar gordura?

Uma dúvida frequente entre as pessoas que desejam fazer uma dieta com redução de carboidratos e maior proporção de proteínas é se a ingesta de proteína ajuda a queimar gordura.

Alguns estudos mostram que uma dieta com maior quantidade de proteínas e menor quantidade de carboidratos promovem uma maior perda de peso e auxiliam no processo de redução da gordura corporal, quando comparadas à uma dieta convencional que tem como base os carboidratos.

Isso ocorre porque a proteína tem algumas funções importantes como:

– Gerar uma maior saciedade, porque demora mais tempo para ser digerida;

– Possui efeito termogênico, pois promove o aumento do gasto energético para realização dos processos de digestão e absorção;

– Melhora o controle glicêmico, o que estimula a degradação de gordura corporal pela menor quantidade de carboidrato da dieta;

– Preservação e auxílio no ganho de massa muscular. Quanto maior a composição de massa muscular corporal, o metabolismo energético fica mais acelerado, fator importante na queima de gordura corporal.

Mas vale ressaltar que as quantidades são individuais e devem ser prescritas por um profissional capacitado de acordo com a sua necessidade e evitando sobrecarga desse nutriente no organismo. Não ingerimos proteína pura da natureza, mas um alimento rico em proteína, que também pode conter grande quantidade de gordura saturada se for de origem animal. Este é mais um motivo para que esse tipo de dieta tenha orientação médico-nutricional.

O ponto mais importante para perda de peso continua sendo a restrição calórica, mas uma dieta com restrição de carboidratos e maior aporte de proteínas pode ser uma estratégia interessante.

 

Dra Mayara Vieira Benetti

Nutricionista do Centro Terapêutico AKTA Liv

CRN 40.996

 

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Sono, Obesidade e Melatonina

Nosso organismo tem um relógio biológico capaz de reconhecer e antecipar o nascer e o pôr do sol, fazendo com que ocorram variações em nossas funções fisiológicas. Chamamos esse relógio de ritmo circadiano e sua ritmicidade é mantida precisamente em 24 horas. Logo, a exposição a luz durante o dia e o escuro durante a noite, são importantes fatores para manutenção desse relógio biológico. Diversos hormônios são secretados de acordo com o ritmo circadiano, como o GH (hormônio do crescimento), cortisol e melatonina.

A exposição noturna a luz artificial altera o ritmo circadiano, aumentando o risco de obesidade, síndrome metabólica e diabetes mellitus, doenças essas relacionadas a resistência a insulina. Um dos hormônios que se encontra reduzido devido a exposição noturna a luz artificial e está relacionado ao aumento dessas doenças é a Melatonina.

A Melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal e está envolvido em muitas ações, entre elas a regulação do relógio biológico e do metabolismo energético. Ela também é um agente antioxidante e anti-inflamatório. Os níveis de melatonina reduzem-se naturalmente com o envelhecimento, no entanto valores muito baixos estão relacionados a resistência a insulina. Baixos níveis de melatonina parecem ser um dos grandes responsáveis pela maior prevalência de obesidade e síndrome metabólica em trabalhadores noturnos e indivíduos que dormem pouco.

E a reposição de melatonina pode reverter esse quadro?

Estudos em animais mostram excelente resposta a melatonina, com reversão da obesidade e da síndrome metabólica. No entanto, os resultados em humanos ainda são contraditórios, sendo que a melatonina não deve ser indicada para o tratamento de obesidade ou síndrome metabólica neste momento.

Novos estudos são necessários e podem demonstrar o benefício da reposição desse hormônio em casos específicos de obesidade. Por enquanto, a recomendação é estimular a melatonina de forma natural, reduzindo a exposição noturna a luzes artificiais e priorizando uma boa noite de sono.

 

 

Dra Luana Casari da Silva Lima

Endocrinologista do Centro Terapêutico Akta Liv

CRM 122.397/ RQE 45065

 

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