Avaliação do Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade

Se os pais estiverem preocupados com a possibilidade de um diagnóstico de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDA/H), devem discutir primeiro com o professor da criança para saber se o comportamento dela está diferente do que o esperado para a faixa etária e prejudicando o seu desempenho.

Não existe nenhum teste para avaliar e diagnosticar o TDA/H que seja simples. Falaremos então dos métodos de avaliação diagnóstica baseados em pesquisas e experiências clínicas que são os questionários formais, testes objetivos e detalhados das funções cognitivas, observação cuidadosa da história do paciente, além dos questionários enviados para os professores que podem auxiliar na compreensão do quadro clínico em outros ambientes frequentados pela criança.  A criança deve ser avaliada por um Neuropediatra e realizar o exame chamado de Avaliação Neuropsicológica, que é feito em média de 8 a 10 sessões, com atendimento semanal de 70 minutos. Duas sessões são para atender os pais, em que na primeira será feita a Anamnese (entrevista) e a última a Devolutiva e o Relatório final da avaliação.

Seguem alguns pontos a serem vistos:

Observar sinais de alerta porque a criança apresentará dificuldade significativa na escola e problemas inesperados de comportamento.

Artigos Acadêmicos afirmam que o TDA/H é facilmente confundido com vários outros comportamentos semelhantes. Devemos então, excluir as semelhanças que melhor respondam a outros transtornos como ao pré-escolar ativo e normal, algumas crianças normalmente ativas são chamadas de hiperativas. Para diagnosticar um TDA/H, essas crianças devem apresentar comportamento inapropriado até mesmo quando comparadas a crianças normalmente ativas.

Deficiência Intelectual: os pais geralmente confundem a deficiência com o TDA/H. Uma criança de 5 anos estiver com o desenvolvimento de uma de 2 anos e meio, é de se esperar que o comportamento seja ativo, desatento e automático, mas isso não significa que ela tem TDA/H. Por outro lado, as crianças com atraso no desenvolvimento também podem sofrer do TDA/H.

Deficiência auditiva: crianças desatentas não ouvem e devem ser encaminhadas para realizar teste de audição.

Dificuldade de aprendizado específica: se a criança tiver dislexia, ela fica frustrada por não conseguir e perde a concentração quando a tarefa torna-se difícil. A desatenção só acontece nessas crianças quando elas têm dificuldades com a leitura, matemática, linguagem ou o que quer que lhe cause estresse. Nos portadores de TDA/H, os comportamentos difíceis e problemas de persistência estão presentes na maioria das vezes.

No entanto, é comum encontrarmos comorbidades nestas crianças que apresentam dificuldades específicas de aprendizado e TDA/H.

A Associação Americana de Psiquiatria publicou diretrizes sobre o diagnóstico do TDA/H e os critérios diagnósticos.

Para a criança ser portadora ela precisa demonstrar pelo menos seis dos nove possíveis comportamentos. A criança com quatro ou cinco comportamentos difíceis pode não se encaixar no critério geral, mas pode ainda sofrer de um estresse enorme. Por esse motivo, foi desenvolvida uma lista de critérios para ajudar os médicos, além de questionários para pais e professores e os testes e perfis aplicados pelos psicólogos.

Nas crianças portadoras de TDA-H encontraremos frequentemente sinais reveladores como:

  1. São conhecidas como crianças-furação do momento em que saem da cama. São insaciáveis, nunca param e geram grande tensão. Seu comportamento em grupo é geralmente embaraçoso e, quando brincam com outras crianças, são autoritárias e dominantes.

2. Sua impulsividade as torna mais vulneráveis a acidentes físicos. E às vezes, nas crianças mais velhas, encontraremos uma inquietação: remexem-se na cadeira e perdem-se no meio de uma frase: seus olhos e pensamentos não estão ali. Essas crianças são desorganizadas, esquecidas e desviam-se facilmente das obrigações.

Lembrando que, para se diagnosticar como TDA/H, é preciso que a vida da criança tenha apresentado prejuízos e causado transtorno significativo. Atualmente algumas crianças com desatenção e problemas sutis de aprendizado específico têm confundido os profissionais, o que torna mais difícil um diagnóstico e, por consequência, o tratamento e manejo das dificuldades.

Sugiro aos pais que, antes de cobrarem os filhos, observem a natureza das dificuldades apresentadas, conversem na escola e com profissionais especializados em avaliação neuropsicológica e procurem não tratar a situação de maneira simples: trata-se de uma alteração ou disfunção das áreas cerebrais.

 

Karen Maciel Tomac

Psicóloga especialista em atendimento Infantil e integrante da equipe do Centro Terapêutico Akta Liv

Neuropsicóloga – aplicação de testes neuropsicológicos

CRP: 06/48802

 

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Diabetes na Infância

Tipos de açúcar, suas diferenças e melhores escolhas

O açúcar refinado (branco) costuma estar sempre presente na casa do brasileiro. Porém, ele é nocivo à saúde e seu consumo não traz nenhum benefício, por ser nutricionalmente pobre. Como o próprio nome já diz, ele passa por um processo de refinamento, recebendo aditivos químicos e perdendo nutrientes. É a opção menos saudável para adoçar.

O açúcar cristal passa por um processo de refinamento leve e sua composição é semelhante ao açúcar refinado. Já o açúcar orgânico não recebe nenhum aditivo químico e mantem algumas propriedades de nutrientes.

Existem alguns tipos de açúcar mais saudáveis. São eles: mascavo, demerara e açúcar de coco, porém o consumo não é indicado para todos e quando indicado, o uso deve ser feito com moderação.

açúcar mascavo é extraído da cana-de-açúcar e não passa pelo processo de refinamento, ação que conserva seus valores nutricionais.

O demerara possui um sabor mais ameno que o mascavo. Ele passa pelo processo de purificação e refinamento, porém, não leva aditivos químicos e, portanto, mantem os teores minerais da cana-de-açúcar.

O açúcar de coco é mais natural, livre de aditivos químicos e fonte de vitaminas e minerais. O índice glicêmico do açúcar de coco por exemplo é baixo, porém a carga glicêmica é alta, ou seja, ele vai ser totalmente absorvido pelo corpo.

Fora essas opções de açúcar, existem outros meios para adoçar, como: mel, melado e adoçantes naturais.

Apesar desses tipos se açúcar serem mais saudáveis comparados ao açúcar refinado, eles não deixam de ser açúcar e seu uso não é indicado para todos. Ele é contra-indicado no tratamento de diabetes, esteatose hepática (gordura no fígado), hipercolesterolemia e processo de emagrecimento.

A dica é preferir o açúcar natural dos alimentos (presente em: frutas, legumes, verduras e cereais) para não viciar o paladar. Se for realmente necessário adoçar, utilize o açúcar nessas formas mais saudáveis e sempre com moderação.

Quantidade de nutrientes em 100g de açúcar:

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: PHILLIPI, S.T. Tabela de Composição de Alimentos.

 

Dra Mayara Vieira Benetti

Nutricionista do Centro Terapêutico AKTA Liv

CRN 40.996

 

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Dieta Cetogênica

Very Low Calorie Diets

Metabolismo e Gordura Marrom

Calorimetria Indireta

Tratamento Metabólico

Alimentação Termogênica

Atividade Física

O uso de hormônios para ganho de massa magra

É bastante sedutor para muitas pessoas pensar que há um caminho mais curto e mais efetivo para ficar com o corpo sarado, musculoso e com a barriga “chapada”.

O uso de hormônios para esse intuito não é novo, iniciou-se no começo do século 20 de forma bem primitiva e precária. Foi amplamente usado em atletas para melhora de performance física até a implementação de políticas anti-dopping, e hoje é mais popular entre fisiculturistas e frequente no ambiente de academias com a promessa do “corpo perfeito”, muitas vezes utilizando produtos de origem duvidosa e sem nenhuma orientação médica.

Existem vários tipos de hormônios usados para esse fim, porém não há nenhuma segurança para o uso de anabolizantes (esses hormônios que causam o ganho de massa magra) nesse intuito. Ao contrário, têm-se grandes riscos de efeitos colaterais e complicações, sejam de curto, médio ou de longo prazo.

Utilizar hormônios masculinos para ganho de massa magra pode causar calvície, hirsutismo (aumento de pelos no corpo), acne, engrossamento da voz em mulheres, ginecomastia (aumento das mamas) em homens, infertilidade, disfunção erétil no homem, redução da libido em homens, hepatite, câncer, doenças psiquiátricas, trombose, embolia pulmonar, disfunção cardíaca entre outros.

Outros hormônios utilizados, como o do crescimento, também são associados à aumento de diversos tipos de câncer, disfunção cardíaca, aumento de queixo, orelhas, entre outras deformidades, alongamento dos vasos sanguíneos e diabetes.

Não há dose segura que isente o paciente desses riscos e esses hormônios só são indicados em pacientes que apresentam falta deles seja por doenças genéticas ou adquiridas.

Quando homens recebem algum tipo de testosterona (hormônio masculino), seu corpo manda um sinal aos testículos para pararem de produzir seu hormônio natural. Assim ocorre atrofia  os testículos, uma das principais causas da infertilidade que pode ser transitória ou permanente.

Dessa maneira, embora seja um caminho mais longo, procure uma boa equipe profissional (médico especialista, nutricionista, educador físico, psicólogo, fisioterapeuta) para executar uma dieta adequada, usar medicamentos corretos, tratamentos estéticos possíveis, orientações e exercícios eficazes e seguros para manter um corpo realmente saudável sem adicionar riscos a sua saúde.

 

Dra Renata Gonçalves Campos

Endocrinologista do Centro Terapêutico Akta Liv

CRM 135.847

 

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Inchaço e as mulheres

Metabolismo e Gordura Marrom

Calorimetria Indireta

Tratamento Metabólico

Alimentação Termogênica

Atividade Física

Hipotireoidismo Congênito

O hipotireoidismo congênito é o hipotireoidismo presente ao nascimento, sendo o distúrbio endócrino mais frequente em recém nascidos.

Ele se caracteriza pela redução ou ausência de produção de hormônios tireoidianos.

Sua principal causa são as disgenesias da glândula tireóide, ou seja, sua ectopia (localização em local fora do habitual), hipoplaisa (tamanho reduzido) ou agenesia (sua ausência). Esta glândula é responsável por produzir os hormônios tireoidianos T3 e T4. São hormônios essenciais para o metabolismo celular, sendo muito importantes para o desenvolvimento cerebral.

A maioria dos bebês com hipotireoidismo congênito sã assintomáticos. Uma minoria (apenas 10%) pode apresentar sintomas como hipotonia muscular, pele seca, fontanelas amplas, icterícia neonatal prolongada , hérnia umbelical. Apesar de pouco sintomática ao nascimento, quando não diagnosticado nessa fase, as crianças com hipotireoidismo congênito evoluem com atraso no desenvolvimento importante, com redução do QI.

Atualmente, o hipotireoidismo congênito é obrigatoriamente rastreado em nosso país pelo teste neonatal conhecido popularmente como teste do pezinho. Esse teste detecta a elevação do hormônio TSH que ocorre em bebês que tem hipotireoidismo primário, ou seja, cuja redução na produção dos hormônios se dá pelo mau funcionamento da glândula tireóide.

Quando o teste do pezinho é positivo para hipotireoidismo, o bebê é encaminhado para o médico endocrinologista que repete o exame de TSH e complementa com a dosagem de T4 livre e solicita a realização da USG de tireóide, para avaliar a presença ou não da glândula.

A rápida instituição do tratamento para o hipotireoidismo congênito tem excelente resultado, preservando o desenvolvimento intelectual da criança. Daí a importância da realização do teste do pezinho e da correta avaliação e seguimento do hipotireoidismo congênito por especialista.

 

Dra Luana Casari da Silva Lima

Endocrinologista do Centro Terapêutico Akta Liv

CRM 122.397/ RQE 45065

 

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O que é Treinamento Funcional?

O treinamento funcional é uma modalidade similar à musculação, que pode utilizar os aparelhos tradicionais de peso ou não. Baseia-se nos movimentos naturais do ser humano, como pular, correr, puxar, agachar, girar e empurrar. É um método que ajuda a prevenir lesões, gera melhorias cardiovasculares, redução do percentual de gordura, emagrecimento e definição muscular. O indivíduo ganha força, equilíbrio, flexibilidade, condicionamento, resistência e agilidade. A frequência considerada para realizar a modalidade é de, no mínimo, três vezes por semana.

Um dos pontos fundamentais do treinamento funcional é o fortalecimento do core, o centro de força do corpo, que inclui os músculos do abdômen, dos quadris e da região lombar e responde pela estabilização da coluna vertebral. Ofuncional aciona essa musculatura em todos os exercícios, não só nos abdominais. Para trabalhar esta musculatura profunda, são utilizados a todo momento acessórios como elásticos, cordas, bolas, cones, discos, etc.

Como o foco do treinamento funcional é trabalhar os músculos de forma global, o perigo de sobrecarregar uma ou outra parte do corpo e se machucar é menor. Porém, como em qualquer atividade física, o ideal é contar com a orientação de um profissional capacitado para a modalidade, se concentrar em dobro nos movimentos e respeitar os limites do seu corpo enquanto se exercita.

Os tipos de fome

Você sabia que não existe apenas um tipo de fome? Sim, é verdade, neste post nós vamos conversar sobre os três tipos de fome que existem.

A fome FÍSICA é aquela que faz o nosso estômago roncar, pode ser chamada também de fome orgânica porque é quando o nosso corpo está realmente precisando de algum alimento para se nutrir.

A fome EMOCIONAL é aquela vontade de comer que nos acomete quando estamos sentindo uma emoção. Por exemplo, quando comemos quando estamos tristes, ansiosos, nervosos, ou até mesmo felizes. Esse tipo de fome acontece quando a forma que nós encontramos para lidar com as emoções é através da comida.

Existe ainda um outro tipo de fome, a SOCIAL. Esta se manifesta na vontade de comer quando estamos diante de uma comida que nos parece atraente, em algum evento social (festa, almoço de família, encontro de amigos, happy hour, etc). Muitas vezes, nestes momentos não estamos sentindo a fome física, mas o alimento nos parece muito saboroso e por isso comemos.

Por que é importante reconhecermos os nossos tipos de fome?

Porque é uma maneira de construirmos uma relação mais saudável com a nossa alimentação. Se estamos sentindo a fome emocional, nós devemos aprender a lidar com as nossas emoções e não “descontar” sempre na comida. Se percebemos que estamos sentindo uma fome social, podemos aprender a decidir e controlar um pouco mais o que vamos comer nos eventos sociais.

Aprender a reconhecer os nossos tipos de fome significa aprender a distinguir FOME de VONTADE DE COMER. Quando fazemos isso, temos mais controle da quantidade e da qualidade da comida que ingerimos e estabelecemos uma relação mais saudável com o nosso corpo.

 

Dra Fernanda Cernea

Psicóloga e especialista em Terapia Cognitivo Comportamental

CRP 121.534

 

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O horário das refeições influencia na perda de peso?  

Uma das maiores dificuldades para quem quer perder peso é organizar os próprios horários com as refeições.
Ouvimos muito em consulta: “Doutora, perdi a hora do almoço porque estava em reunião e deixei pra comer mais tarde…”
Realmente é difícil, mas não é impossível! Tudo é uma questão de planejamento!
Foi publicado um estudo no American Journal of Clinical Nutrition recentemente com análise da perda de peso  em 1200 indivíduos e foi constatado que quem deixa o almoço para depois das 15 horas tem mais dificuldade para emagrecer. 
Em 2013 a revista Obesity já tinha publicado um estudo que tinha chegado à essa mesma conclusão. Nesse estudo foram acompanhados 520 pacientes com sobrepeso ou obesidade que seguiram um programa de 5 meses e foram divididos em 2 grupos: metade comia mais durante a manhã e a outra metade comia mais à tarde. O primeiro grupo sempre almoçava antes das 15 horas e o segundo grupo sempre após esse horário. Todos os pacientes foram acompanhados para ingerir a mesma quantidade de calorias em 24 horas. E foi constatado que quem almoçava antes das 15 horas perdia peso com mais facilidade que quem almoçava mais tarde. 
Mas, parece que o horário é importante apenas para o almoço. Diferente do que a maioria das pessoas pensa, o horário do jantar não influencia na perda de peso. 
Se existe  algum fator que está dificultando a sua perda de peso, você deve procurar um especialista para orientações. 
Mas saiba que tudo é uma questão de planejamento: Organizar suas refeições e horários é o primeiro grande passo para ter sucesso na perda de peso. Se for realmente impossível comer na hora certa, tente pelo menos fazer seu almoço antes das 15 horas. 

Aula de Culinária Low-Carb

Uma das grandes queixas que os pacientes têm quando fazem uma dieta low-carb é que a proposta é monótona e que acabam comendo sempre as mesmas coisas. Mas isso não é verdade. Além dos produtos de nosso parceiro Nytt Liv, há várias receitas práticas e saborosas que a pessoa pode preparar. Por esse motivo, a equipe de nutricionistas do Centro Terapêutico AKTA Liv, em parceria com a Mundo Verde, fará uma aula de culinária low carb.

Serão apresentadas 3 receitas low-carb, com direito a degustação.

Inscrições e informações: nutricao@aktaliv.com.br

Local: Mundo Verde Chácaka Klabin: Rua Pedro Nicole, 1.

Data e horário: 23/09/2017 ás 10:00h. Duração: 90 minutos

Evento gratuito. Inscreva-se logo, as vagas são limitadas!

Comer proteína ajuda a queimar gordura?

Uma dúvida frequente entre as pessoas que desejam fazer uma dieta com redução de carboidratos e maior proporção de proteínas é se a ingesta de proteína ajuda a queimar gordura.

Alguns estudos mostram que uma dieta com maior quantidade de proteínas e menor quantidade de carboidratos promovem uma maior perda de peso e auxiliam no processo de redução da gordura corporal, quando comparadas à uma dieta convencional que tem como base os carboidratos.

Isso ocorre porque a proteína tem algumas funções importantes como:

– Gerar uma maior saciedade, porque demora mais tempo para ser digerida;

– Possui efeito termogênico, pois promove o aumento do gasto energético para realização dos processos de digestão e absorção;

– Melhora o controle glicêmico, o que estimula a degradação de gordura corporal pela menor quantidade de carboidrato da dieta;

– Preservação e auxílio no ganho de massa muscular. Quanto maior a composição de massa muscular corporal, o metabolismo energético fica mais acelerado, fator importante na queima de gordura corporal.

Mas vale ressaltar que as quantidades são individuais e devem ser prescritas por um profissional capacitado de acordo com a sua necessidade e evitando sobrecarga desse nutriente no organismo. Não ingerimos proteína pura da natureza, mas um alimento rico em proteína, que também pode conter grande quantidade de gordura saturada se for de origem animal. Este é mais um motivo para que esse tipo de dieta tenha orientação médico-nutricional.

O ponto mais importante para perda de peso continua sendo a restrição calórica, mas uma dieta com restrição de carboidratos e maior aporte de proteínas pode ser uma estratégia interessante.

 

Dra Mayara Vieira Benetti

Nutricionista do Centro Terapêutico AKTA Liv

CRN 40.996

 

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Sono, Obesidade e Melatonina

Nosso organismo tem um relógio biológico capaz de reconhecer e antecipar o nascer e o pôr do sol, fazendo com que ocorram variações em nossas funções fisiológicas. Chamamos esse relógio de ritmo circadiano e sua ritmicidade é mantida precisamente em 24 horas. Logo, a exposição a luz durante o dia e o escuro durante a noite, são importantes fatores para manutenção desse relógio biológico. Diversos hormônios são secretados de acordo com o ritmo circadiano, como o GH (hormônio do crescimento), cortisol e melatonina.

A exposição noturna a luz artificial altera o ritmo circadiano, aumentando o risco de obesidade, síndrome metabólica e diabetes mellitus, doenças essas relacionadas a resistência a insulina. Um dos hormônios que se encontra reduzido devido a exposição noturna a luz artificial e está relacionado ao aumento dessas doenças é a Melatonina.

A Melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal e está envolvido em muitas ações, entre elas a regulação do relógio biológico e do metabolismo energético. Ela também é um agente antioxidante e anti-inflamatório. Os níveis de melatonina reduzem-se naturalmente com o envelhecimento, no entanto valores muito baixos estão relacionados a resistência a insulina. Baixos níveis de melatonina parecem ser um dos grandes responsáveis pela maior prevalência de obesidade e síndrome metabólica em trabalhadores noturnos e indivíduos que dormem pouco.

E a reposição de melatonina pode reverter esse quadro?

Estudos em animais mostram excelente resposta a melatonina, com reversão da obesidade e da síndrome metabólica. No entanto, os resultados em humanos ainda são contraditórios, sendo que a melatonina não deve ser indicada para o tratamento de obesidade ou síndrome metabólica neste momento.

Novos estudos são necessários e podem demonstrar o benefício da reposição desse hormônio em casos específicos de obesidade. Por enquanto, a recomendação é estimular a melatonina de forma natural, reduzindo a exposição noturna a luzes artificiais e priorizando uma boa noite de sono.

 

 

Dra Luana Casari da Silva Lima

Endocrinologista do Centro Terapêutico Akta Liv

CRM 122.397/ RQE 45065

 

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