Hipotireoidismo Congênito

O hipotireoidismo congênito é o hipotireoidismo presente ao nascimento, sendo o distúrbio endócrino mais frequente em recém nascidos.

Ele se caracteriza pela redução ou ausência de produção de hormônios tireoidianos.

Sua principal causa são as disgenesias da glândula tireóide, ou seja, sua ectopia (localização em local fora do habitual), hipoplaisa (tamanho reduzido) ou agenesia (sua ausência). Esta glândula é responsável por produzir os hormônios tireoidianos T3 e T4. São hormônios essenciais para o metabolismo celular, sendo muito importantes para o desenvolvimento cerebral.

A maioria dos bebês com hipotireoidismo congênito sã assintomáticos. Uma minoria (apenas 10%) pode apresentar sintomas como hipotonia muscular, pele seca, fontanelas amplas, icterícia neonatal prolongada , hérnia umbelical. Apesar de pouco sintomática ao nascimento, quando não diagnosticado nessa fase, as crianças com hipotireoidismo congênito evoluem com atraso no desenvolvimento importante, com redução do QI.

Atualmente, o hipotireoidismo congênito é obrigatoriamente rastreado em nosso país pelo teste neonatal conhecido popularmente como teste do pezinho. Esse teste detecta a elevação do hormônio TSH que ocorre em bebês que tem hipotireoidismo primário, ou seja, cuja redução na produção dos hormônios se dá pelo mau funcionamento da glândula tireóide.

Quando o teste do pezinho é positivo para hipotireoidismo, o bebê é encaminhado para o médico endocrinologista que repete o exame de TSH e complementa com a dosagem de T4 livre e solicita a realização da USG de tireóide, para avaliar a presença ou não da glândula.

A rápida instituição do tratamento para o hipotireoidismo congênito tem excelente resultado, preservando o desenvolvimento intelectual da criança. Daí a importância da realização do teste do pezinho e da correta avaliação e seguimento do hipotireoidismo congênito por especialista.

 

Dra Luana Casari da Silva Lima

Endocrinologista do Centro Terapêutico Akta Liv

CRM 122.397/ RQE 45065

 

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O que é Treinamento Funcional?

O treinamento funcional é uma modalidade similar à musculação, que pode utilizar os aparelhos tradicionais de peso ou não. Baseia-se nos movimentos naturais do ser humano, como pular, correr, puxar, agachar, girar e empurrar. É um método que ajuda a prevenir lesões, gera melhorias cardiovasculares, redução do percentual de gordura, emagrecimento e definição muscular. O indivíduo ganha força, equilíbrio, flexibilidade, condicionamento, resistência e agilidade. A frequência considerada para realizar a modalidade é de, no mínimo, três vezes por semana.

Um dos pontos fundamentais do treinamento funcional é o fortalecimento do core, o centro de força do corpo, que inclui os músculos do abdômen, dos quadris e da região lombar e responde pela estabilização da coluna vertebral. Ofuncional aciona essa musculatura em todos os exercícios, não só nos abdominais. Para trabalhar esta musculatura profunda, são utilizados a todo momento acessórios como elásticos, cordas, bolas, cones, discos, etc.

Como o foco do treinamento funcional é trabalhar os músculos de forma global, o perigo de sobrecarregar uma ou outra parte do corpo e se machucar é menor. Porém, como em qualquer atividade física, o ideal é contar com a orientação de um profissional capacitado para a modalidade, se concentrar em dobro nos movimentos e respeitar os limites do seu corpo enquanto se exercita.

Os tipos de fome

Você sabia que não existe apenas um tipo de fome? Sim, é verdade, neste post nós vamos conversar sobre os três tipos de fome que existem.

A fome FÍSICA é aquela que faz o nosso estômago roncar, pode ser chamada também de fome orgânica porque é quando o nosso corpo está realmente precisando de algum alimento para se nutrir.

A fome EMOCIONAL é aquela vontade de comer que nos acomete quando estamos sentindo uma emoção. Por exemplo, quando comemos quando estamos tristes, ansiosos, nervosos, ou até mesmo felizes. Esse tipo de fome acontece quando a forma que nós encontramos para lidar com as emoções é através da comida.

Existe ainda um outro tipo de fome, a SOCIAL. Esta se manifesta na vontade de comer quando estamos diante de uma comida que nos parece atraente, em algum evento social (festa, almoço de família, encontro de amigos, happy hour, etc). Muitas vezes, nestes momentos não estamos sentindo a fome física, mas o alimento nos parece muito saboroso e por isso comemos.

Por que é importante reconhecermos os nossos tipos de fome?

Porque é uma maneira de construirmos uma relação mais saudável com a nossa alimentação. Se estamos sentindo a fome emocional, nós devemos aprender a lidar com as nossas emoções e não “descontar” sempre na comida. Se percebemos que estamos sentindo uma fome social, podemos aprender a decidir e controlar um pouco mais o que vamos comer nos eventos sociais.

Aprender a reconhecer os nossos tipos de fome significa aprender a distinguir FOME de VONTADE DE COMER. Quando fazemos isso, temos mais controle da quantidade e da qualidade da comida que ingerimos e estabelecemos uma relação mais saudável com o nosso corpo.

 

Dra Fernanda Cernea

Psicóloga e especialista em Terapia Cognitivo Comportamental

CRP 121.534

 

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O horário das refeições influencia na perda de peso?  

Uma das maiores dificuldades para quem quer perder peso é organizar os próprios horários com as refeições.
Ouvimos muito em consulta: “Doutora, perdi a hora do almoço porque estava em reunião e deixei pra comer mais tarde…”
Realmente é difícil, mas não é impossível! Tudo é uma questão de planejamento!
Foi publicado um estudo no American Journal of Clinical Nutrition recentemente com análise da perda de peso  em 1200 indivíduos e foi constatado que quem deixa o almoço para depois das 15 horas tem mais dificuldade para emagrecer. 
Em 2013 a revista Obesity já tinha publicado um estudo que tinha chegado à essa mesma conclusão. Nesse estudo foram acompanhados 520 pacientes com sobrepeso ou obesidade que seguiram um programa de 5 meses e foram divididos em 2 grupos: metade comia mais durante a manhã e a outra metade comia mais à tarde. O primeiro grupo sempre almoçava antes das 15 horas e o segundo grupo sempre após esse horário. Todos os pacientes foram acompanhados para ingerir a mesma quantidade de calorias em 24 horas. E foi constatado que quem almoçava antes das 15 horas perdia peso com mais facilidade que quem almoçava mais tarde. 
Mas, parece que o horário é importante apenas para o almoço. Diferente do que a maioria das pessoas pensa, o horário do jantar não influencia na perda de peso. 
Se existe  algum fator que está dificultando a sua perda de peso, você deve procurar um especialista para orientações. 
Mas saiba que tudo é uma questão de planejamento: Organizar suas refeições e horários é o primeiro grande passo para ter sucesso na perda de peso. Se for realmente impossível comer na hora certa, tente pelo menos fazer seu almoço antes das 15 horas.