Programa IDADE ATIVA

No último ano, percebemos um aumento na procura pelos nossos serviços por parte de pessoas idosas. Também ficou clara a dificuldade que os pacientes apresentavam para iniciar a atividade física, seja pela presença de lesões pré-existentes ou falta de um acompanhamento especializado. A literatura científica mostra que a prática de atividade física promove redução de quedas na terceira idade. Além disso, o exercício também promove melhora da capacidade funcional, aumento das massas óssea e muscular, perda de peso, redução de processos inflamatórios e aumento da autonomia e bem-estar.

Por esse motivo, criamos um programa de atividade física exclusivo para a terceira idade: o IDADE ATIVA.

O IDADE ATIVA é uma proposta completa que integra a atividade física com uma alimentação voltada às necessidades do idoso, sob supervisão de profissionais especializados no atendimento a terceira idade, com objetivo de melhorar as aquisições relacionadas a atividade física e reduzir o risco de lesões.

O programa se baseia em 3 pilares: prática de atividade física, nutrição e fisioterapia. Inicialmente, o paciente é avaliado por uma fisioterapeuta com objetivo de detectar lesões ortopédicas pré-existentes e alterações posturais para que sejam prescritos exercícios terapêuticos específicos a necessidade de cada um. Após isso, a nutricionista avalia o cliente e prescreve um programa alimentar individual, levando em consideração possíveis comorbidades, e que promova melhores resultados na prática de atividade física. Para os exercícios, são formados pequenos grupos para prática ao ar livre, orientados por educador físico, sempre respeitando o preparo físico de cada paciente.

Entre em contato conosco para mais informações! Venha conhecer nosso espaço e esclarecer suas dúvidas com relação ao programa.

CIRURGIA METABÓLICA E DIABETES

A cirurgia bariátrica consiste em um método cirúrgico que usa técnicas comprovadas cientificamente para o tratamento da obesidade. O conceito Cirurgia Metabólica é mais recente, e é atribuído a qualquer intervenção no trato digestivo com a finalidade de controle do Diabetes Mellitus tipo  2, através de mecanismos que são independentes da perda de peso.
Mas qual a diferença entre cirurgia bariátrica e metabólica?
Os procedimentos cirúrgicos regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina são iguais, o que muda é o objetivo da cirurgia. A derivação gástrica em y de Roux ( bypass gástrico) é a operação de primeira escolha para cirurgia metabólica. No caso da cirurgia metabólica visamos a melhora dos componentes da síndrome metabólica – hipertensão, hiperglicemia, colesterol bom baixo, triglicérides elevado e obesidade abdominal – independente do peso inicial do paciente. Vale lembrar que a Síndrome Metabólica é a principal causa de morte de origem cardiovascular. Os estudos mostram benefícios da cirurgia à indivíduos com sobrepeso e obesidade grau 1  com diagnóstico de Síndrome Metabólica que não tiveram sucesso com o tratamento convencional (dieta, exercícios e medicações).
Enquanto o IMC é um critério importante para indicação da cirurgia bariátrica, já existem evidências mostrando que o IMC isoladamente não deve ser fator limitante para indicação da cirurgia em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2. 
Desde fim dos anos 90, estudos em animais não-obesos e diabéticos já mostravam ações anti-diabéticas promovidas pela cirurgia que desviava o trajeto da comida no aparelho digestivo, independente da perda de peso e do IMC. Essas publicações já mostravam que animais com Diabetes tipo 2  apresentavam controle glicêmico adequado muito antes de haver perda de peso significativa. O Brasil foi pioneiro nesses estudos em humanos e estimulou cientistas do mundo todo a estudar sobre a relação dessa cirurgia e o Diabetes. 
Recentemente, tem-se falado muito em uma técnica experimental: a interposição ileal com ou sem gastrectomia vertical. O benefício dessa técnica seria um melhor controle do diabetes não relacionado a perda de peso e com menores deficiências nutricionais. Um estudo brasileiro apresentado no Congresso da Endo-Society em 2016 mostrou resultados melhores dessa técnica em termos de controle da hemoglobina glicosilada quando comparada ao bypass gástrico e ao tratamento medicamentoso. Apesar de os resultados serem promissores, foi um estudo com poucos pacientes e curto tempo de seguimento. Neste momento, essa técnica ainda é considerada experimental (só deve ser realizada em ambientes de pesquisa) e há necessidade de maiores estudos antes que seja amplamente utilizada para o tratamento do diabetes.
Atenção: não é qualquer diabético que tem indicação de realizar a cirurgia metabólica. Tem indicação apenas aquele grupo de pacientes que não consegue controle adequado da glicemia com o tratamento convencional com dieta, exercícios e medicações. Também vale a pena informar que o Conselho Federal de Medicina ainda não aprovou o tratamento cirúrgico para pacientes com diabetes e IMC menor que 35 Kg/m2.